Não me perguntem o porquê do nome, mas o fato é que julio é esse mapa em Flash que conversa com Javascript. Ainda está em desenvolvimento, mas já uso pra alguns projetos e resolvi liberar todo o código no Google Code pra quem quiser usar.
Também tem uma página de exemplos aqui que é um manual de instruções.
Para ter uma idéia de como o mapa funciona, dê uma clicada pelos estados para experimentar o zoom:
julio
Uma das aplicações do julio pode ser a exibição de gradações de cores no mapa de acordo com alguns valores. Peguei o preço médio do litro de gasolina em cada estado aqui e passei pra variáveis dentro do Javascript. E com isso basta um link para alterar tudo no julio: Clique aqui para ver no mapa. Passe o mouse sobre os estados para ver os valores. Quanto mais escuro, maior o preço da gasolina.
Não esqueça, dá pra brincar bastante com o mapa na página de exemplos.
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Meme mais nerd da história. Não resisti e fiz a lista no computador do trabalho…
history|awk '{a[$2]++} END{for(i in a){printf “%5d\t%s\n”,a[i],i}}’|sort -rn|head
119 ls
109 cd
108 svn
23 python
19 mv
17 ./projecao.py
11 ./manage.py
10 ssh
10 rm
9 sudo
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{ 27 de Fevereiro de 2008 }
Mandei essa mensagem por email pra um monte de gente, não custa deixar por aqui pra quem se interessar…
Convido todos a participar:
http://groups.google.com/group/dados-publicos
A idéia principal é trocar experiências sobre técnicas de coleta, processamento e visualização de informações no Brasil.
O termo ‘dados públicos’ é usado aqui de uma maneira bem flexível, abrangendo dados disponíveis na rede em geral.
Veja o theinfo.org para uma iniciativa internacional desse tipo.
COLETA:
Scrapers, robôs de varredura, crawlers, dumps, shapefiles, arquivos xls, csv, txt, pdf(!) .
Ferramentas existentes, troca de scripts, liberação de iniciativas particulares em código aberto
PROCESSAMENTO:
Geoprocessamento, cruzamento, limpeza dos dados, scripts, etc.
VISUALIZAÇÃO:
Gráficos, mapas, tabelas, qual a melhor forma de mostrar tudo isso?
Questões relacionadas
- Repositório colaborativo de dados públicos brasileiros. É viável? E uma API de acesso a este repositório?
- A transparência/cobrança política pela web passa pelo acesso e cruzamento de dados públicos.
- Mobilização social para a abertura a desenvolvedores (APIs e web services) e simplificação da consulta a dados públicos que - por lei - devem estar disponíveis.
Pergunte, sugira e colabore. Qualquer um pode participar.
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{ 12 de Fevereiro de 2008 }
Durante toda a semana estou no Campus Party escrevendo pro blog do RadarCultura. Apareçam por lá.
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{ 29 de Janeiro de 2008 }
Muita gente já comentou o lançamento do EveryBlock, um site sensacional feito em Django por um dos criadores do próprio Django. Mas uma coisa que ainda não vi ninguém comentar e que achei interessante foi a ausência do Google Maps nele.
Tenho pensado em trocar o Google Maps por algo mais leve há algum tempo, e com o EveryBlock vi que existe um concorrente a altura, o OpenLayers. Não sei detalhes de como o Holovaty implementou, mas cada imagem que compõe o mapa é servida por um arquivo Python (tilecache.py).
Esse fato é significativo porque demonstra que o Google Maps não é mais unanimidade para a construção de mash-ups geográficos, moda iniciada pelo próprio Holovaty usando Gmaps em 2004 com o chicagocrime.org.
Outra surpresa interessante é que o EveryBlock usa jQuery. Como eu também tenho me dedicado a Django e a jQuery é bom saber que os dois frameworks andam conversando bem por aí.
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Quem busca filmes na internet encontra com facilidade os lançamentos para baixar com Bit Torrent. Mas quem está atrás de um clássico preto-e-branco vai penar pra encontrar alguma coisa. O Claudio deixou um comentário perguntando exatamente isso. Como fazer pra encontrar e baixar um filme antigo?
“Você teria um site onde poderia achar um filme que passou alguns anos atrás tinha o autor principal com o nome de Daniel Boner ou Buner, passava na época do Zorro, preciso urgente deste site ou o local mais certo em que possa baixar. ” Claudio
Não sei se acertei o filme que ele quer encontrar (me corrija nos comentários se dei uma bola fora). Mas por um longo processo de dedução e conjecturas adivinhativas acabei chegando à conclusão de que ele estava atrás do filme “Daniel Boone”, de 1936. Teve uma série de mesmo nome, outra versão pra TV em 1981, mas essa de 1936 me pareceu ser a melhor pedida.
O grande depósito sem fim de tudo que já existiu na Internet - e fora dela
Nem muita gente sabe, mas o Internet Archive é uma coisa de louco. Tem o wayback machine, onde dá pra ver versões antigas de tudo quanto é site - 85 bilhões de páginas. Além disso também tem uma quantidade imensa de áudio e vídeo livremente disponível. Segundo eles, o depósito armazena 120 mil filmes, áudio de 45 mil shows ao vivo, 230 mil gravações em áudio de outros tipos e 320 mil textos. Como só podem colocar trabalhos de domínio público, isso significa que grande parte dos filmes hospedados ali ou são independentes ou então bem antigos.
De qualquer forma, achei no Internet Archive o Daniel Boone de 1936 pra baixar. Espero que seja mesmo esse o filme que o nosso amigo tá correndo atrás.
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{ 26 de Dezembro de 2007 }
O G1 publicou matéria sobre esse assunto e deixou uma bola quicando: no meio do texto o link para um arquivo do excel com todos os cruzamentos nos quais a polícia busca ter atenção especial, os tais “mais perigosos”.
Resolvi então fazer o óbvio, colocar os pontos no mapa para ver como ficaria.
1. Não tem como achar esquina?
O Google maps dá resultado para a procura por cruzamento de ruas nos Estados Unidos, mas não no Brasil. Espero que surja logo um suporte a esse recurso, ou então teremos que recorrer a gambiarras no futuro.
2. Nem foi tão trabalhoso assim
Como não dava pra automatizar, botei a mão na massa. Em pouco mais de uma hora inseri manualmente todos os pontos num mapa do Google Maps. Sei que é trabalho burro, mas para o meu objetivo serve. Taí o resultado:
Leia o resto do texto »
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{ 6 de Dezembro de 2007 }
O jQuery muita gente já conhece. É uma biblioteca javascript, similar ao Prototype e ao mooTools, que tenho usado bastante.
O Flot é um plugin pro jQuery que facilita a criação de gráficos (veja vários exemplos mais legais que o meu na página do projeto). O interessante é que ele usa o canvas, um “novo” elemento HTML que é vetorial - uma área onde o Flash reinava absoluto até pouco tempo. Pra variar, o Internet Explorer não entende direito canvas, por isso tem uma gambiarra no código que - dizem eles - faz funcionar também no IE (Eu não descobri como fazer isso ainda…).
Peguei uns dados de uma matéria do G1 e formatei num gráfico com Flot pra testar como funciona. Dá pra perceber que ainda é versão 0.1, mas promete. Mesmo assim, foi fácil e rápido fazer este exemplo aqui.
Atualização: Foi só eu terminar de escrever que descobri que o Google lançou uma API para a produção de gráficos. Parece bem completa, tem recurso que não acaba mais. Testarei em breve.
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{ 27 de Novembro de 2007 }
Todo blog que se preze tem listas de 10 mais, seja de que tópico for. Então resolvi postar algumas relacionadas com jornalismo de base de dados ou que nome tenha o “data journalism” que falam por aí. Reproduzo livremente e com licenças tradutórias do artigo original de Rich Gordon para o Readership Institute, que achei bem interessante.
A primeira lista é baseada em conclusões do grupo jornalístico Gannett Co. que implementou o information center, um tipo de central de coleta de dados:
Porque os dados devem ser a força motriz do jornalismo
- Dados não perdem a validade
Depois de 24 horas o valor deles para o usuário não diminui.
- Dados podem ser pessoais
A proximidade com o leitor se torna muito maior e mais fácil de ser atingida.
- Dados são melhor distribuídos em um meio sem limitações de espaço
As melhores bases de dados são grandes demais para serem impressas na íntegra. A web além disso ainda tem a vantagem de possibilitar buscas, reordenação e todo tipo de filtragem.
- Dados se aproveitam das maneiras que as pessoas usam a web
É um meio que se presta mais ao comportamento ativo, de pesquisar e interagir, do que passivo, de ler e assistir.
- Dados, depois de coletados, podem ser utilizados no meio impresso
Depois de coletar, armazenar e permitir o acesso aos dados, é fácil utilizá-los em outros meios.
O jornal The Indianapolis Star, do grupo Gannet, é um dos que melhor aplica os itens acima, segundo o autor. E baseado na experiência deles surgiu a lista a seguir, que mostra…
As lições aprendidas pelo Star
- Tenha um plano
Antes de montar a Central de Dados, pessoas-chave da redação criaram uma lista de assuntos que poderiam render bons dados e que seriam úteis para os leitores. Essa lista guiou todo o desenvolvimento das aplicações.
- Envolva especialistas em Reportagem Assistida por Computador (RAC)
Repórteres e editores que já utilizam RAC têm o maior conhecimento de onde fuçar para encontrar dados importantes, que dados estão disponíveis e como lidar com buracos e inconsistências nas bases de dados.
- Monte uma equipe
São necessárias as habilidades jornalísticas e analíticas de um especialista em RAC , o entendimento de pesquisa de bibliotecários de notícias, habilidades de desenvolvimento e HTML de programadores e o bom gosto visual e habilidade multimídia do departamento de arte. Embora seja difícil, é possível encontrar quem consiga acumular duas ou mais destas funções.
- Aumente a importância do “arquivo” de notícias
Com a digitalização, jornais têm abandonado a clipagem manual e catalogação diária do jornal. Mas para que a central de dados funcione a contento, é importante que a área de armazenamento e pesquisa também esteja funcionando bem.
- Encontre ferramentas que tornem a publicação fácil
Existem soluções de código aberto excelentes para esse tipo de central de dados. Django, um framework escrito na linguagem de programação Python, é o destaque. Nasceu das necessidades de um jornal e amadureceu dentro de uma redação, sendo moldado para permitir a produção de aplicações no ritmo da pauleira do fechamento.
- Publique apenas o que tiver valor de notícia
As bases de dados com maior valor são aquelas apresentadas dentro de um contexto jornalístico claro. Tem que haver relação entre o que é notícia e os dados que são mostrados.
Para encerrar esse post que já está ficando comprido, uma última listinha, desta vez mostrando uma hierarquia dos tipos de projetos possíveis de se executar com uma central de dados na redação. A lista segue em ordem de complexidade:
- Entrega de dados
É o modelo mais simples. Você coleta os dados e mostra a tabela para os leitores.
- Busca de dados
É o modelo mais comum. Espera-se que o leitor encontre alguma coisa fazendo uma busca num campo de texto e alguns filtros, no caso de buscas avançadas.
- Exploração de dados
Aqui começa a ficar mais divertido. É o modelo usado pelo chicagocrime.com chicagocrime.org. Além da busca, tudo é link e pode ser clicado e a cada tela novas opções de navegação são sugeridas, melhorando a experiência do usuário. A apresentação do conteúdo e arquitetura da informação obedecem a critérios jornalísticos.
- Experiências com dados e com narrativas
É o casamento entre os dados e a notícia, integrando também elementos de redes sociais como comentários e elementos de narrativas multimídia como áudio e vídeo. O importante aqui é que deve existir uma integração de verdade. Não basta jogar um vídeo, uma tabela e umas notícias numa página para dizer que funcionou.
Dois dos exemplos mais avançados deste modelo saíram do NY Times e do Star Tribune. Vale a pena dar uma olhada.
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{ 8 de Novembro de 2007 }
Derek Willis escreveu um post bem interessante com o título acima: Innovation Belongs in the Newsroom.
“News organizations: find your innovators and liberate them inside the newsroom”.
É mais um indício de que os jornais americanos estão acordando pro fato de que jornalistas-programadores, ou News Technologists, ou Data-Delivery Editors são peça chave na evolução do jornalismo na internet.
Quem é jornalista e sabe criar aplicações na web “com as próprias mãos” é artigo de luxo nos EUA. Dá vontade de botar o currículo debaixo do braço e correr pra lá.
Será que os jornais brasileiros vão demorar muito pra também se dar conta disso?
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{ 19 de Outubro de 2007 }
Foi lançada hoje a nova versão do Ubuntu, a 7.10.
Baixe aqui: http://www.ubuntu.com/getubuntu/download
Tenho usado a versão anterior e recomendo, principalmente pelas melhorias que o sistema vem recebendo:
- Na versão anterior foi resolvido (pelo menos no meu computador) o problema de configuração da rede sem fio, que era um pesadelo.
- A promessa da 7.10 (ou “Gutsy Gibbon”=>”Gibão Garboso”?) é resolver o pesadelo das placas de vídeo, que até agora só funcionavam se configuradas em um arquivo de texto (/etc/X11/xorg.conf) ou com várias gambiarras complicadas.
Vou baixar hoje e brincar com ele no fim de semana.
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{ 27 de Setembro de 2007 }
Pela primeira vez recebi, a cobrar, de um número não identificado, um daqueles trotes do seqüestro. Um rapaz com voz chorosa dizia “alô, pai…”, mas desliguei. Nem dei tempo pro coitado me convencer que eu tenho um filho, que ele tem essa voz de marmanjo e que está com algum problema. Três minutos depois, o celular tocou de novo também com um número não identificado que nem atendi.
Imaginando que todo mundo quer saber de onde vêm essas ligações, resolvi contribuir com as investigações internas da TIM que certamente - pensava eu - tem uma grande base de dados com todos os relatos de crimes cometidos por meio de suas linhas. Pelo menos eles devem coletar alguma informação para passar para a polícia de tempos em tempos, imaginei. Logo vi que andei assistindo CSI demais…
Liguei pra TIM e pedi para registrar que tentaram aplicar o golpe do seqüestro no meu celular, exatamente às 16:05 e 16:08 - informações que bastariam para a CTU (do 24 horas) botar um satélite em cima do autor do trote em 5 minutos. A moça da TIM que me atendeu não tinha no script nada para estes casos e falou que a única saída era ir à polícia. Perguntei então:
- “A TIM não liga que seus usuários recebam esse tipo de trote?”
- “Não, senhor”
Botei meu rabinho entre as pernas e desliguei resignado, me sentindo um trouxa por achar que a empresa ia se importar com seus clientes…
Pensando bem, quanto mais trote, mais dinheiro a TIM ganha. Afinal, uma das exigências dos falsos seqüestradores quase sempre é que a pessoa COMPRE CARTÕES PRÉ-PAGOS para celular. Por que acabar com uma atividade tão lucrativa?
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