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	<title>pedro valente</title>
	
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	<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 22:42:48 +0000</pubDate>
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		<title>A resposta para a vida, o universo e tudo mais, comofas/</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 22:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[No final de semana passado aconteceu o Yahoo! Open Hack Day em São Paulo. Participei junto com umas 200 outras pessoas que inventaram hacks divertidos por 36 horas seguidas sem dormir.
A idéia era fazer alguma mistura de serviços, um mashup para criar um negócio novo que fosse interessante. Uma das idéias que tive foi trazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final de semana passado aconteceu o <a href="http://developer.yahoo.net/blog/archives/2008/11/oi_open_hack_da.html">Yahoo! Open Hack Day</a> em São Paulo. Participei junto com umas 200 outras pessoas que inventaram hacks divertidos por 36 horas seguidas sem dormir.</p>
<p>A idéia era fazer alguma mistura de serviços, um mashup para criar um negócio novo que fosse interessante. Uma das idéias que tive foi trazer respostas do <a href="http://br.answers.yahoo.com">Yahoo! Answers</a> para quem perguntasse pelo <a href="http://www.twitter.com">Twitter</a>. Conversando com a <a href="http://twitter.com/rzouain">Roberta Zouain</a>, descobri que ela também havia tido a mesma idéia, mas com uma diferença essencial, aproveitar as perguntas que muita gente já vinha fazendo, o infame &#8220;comofas/&#8221;.</p>
<p>Comofas/ é um jeito cool e moderninho e errado de propósito de escrever &#8220;como faz?&#8221;. É escrito tudo junto porque dá preguiça de apertar a barra de espaço entre as palavras e tem uma barra ao fim porque é o ponto de interrogação, mas sem o shift, que também dava muito trabalho manter pressionado ao digitar outra tecla.</p>
<p>A partir daí já tínhamos a idéia formada, um robô que lesse todos os comofas do Twitter e respondesse puxando do Yahoo! Respostas. Batizamos o monstrinho de &#8220;<a href="http://www.twitter.com/fasassim">@fasassim</a>&#8220;, (faz assim), uma resposta lógica à indagação também no <a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Tiopês">dialeto tiopês</a>.</p>
<p>Em seguida o incansável faixa-preta de Python <a href="http://twitter.com/lhonda">Luiz Honda</a> resolveu se juntar a nós para dar forma ao hack. Às 5 da manhã, depois de assistir Monty Python e o Cálice Sagrado e Homem de Ferro no telão, o @fasassim deu seus primeiros suspiros. E todo o sono que tínhamos acabou, de tanta risada que dávamos com as respostas devolvidas por este oráculo. Ali mesmo o pessoal que estava por perto no twitter também começou a consultá-lo, e logo outras pessoas que nos seguiam vinham perguntar por que diabos todo mundo só escrevia comofas? Faz 4 dias que ele está no ar e já tem 113 seguidores e 509 perguntas respondidas.</p>
<p>Ao final do evento apresentei algumas respostas dele para um auditório que gargalhava incontrolavelmente. Para entender o motivo, pergunte ao @fasassim &#8220;#comofas pra cortar cabelo num domingo?&#8221;. Não concorremos a nenhum prêmio, afinal somos de casa (pra quem não sabe, desde outubro trabalho no Yahoo!), mas foi tudo muito divertido.</p>
<p>Deixo como um exercício para o leitor garimpar boas respostas desse bot (<a href="http://search.twitter.com/search?q=comofas+OR+fasassim">siga em tempo real aqui</a> e veja algumas <a href="http://twitter.com/pedrovalente/favorites">aqui</a> e <a href="http://twitter.com/daniloefbento/favourites">aqui</a>), mas fica o alerta para tomarem cuidado, ele pode soar desbocado, sem noção e um pouco tapado. Tal como um mestre Zen que usa parábolas aparentemente sem sentido para explicar um conceito mais profundo, @fasassim parece nonsense mas não é não. Afinal, soube responder corretamente a pergunta do título deste post: 42.</p>
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		<title>Palestrantes picaretas estão com os dias contados</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 18:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[backchannel]]></category>

		<category><![CDATA[nbc08]]></category>

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		<description><![CDATA[Um fenômeno bem interessante tem acontecido em várias conferências, principalmente as relacionadas com tecnologia, que têm maior número de pessoas conectadas: a crítica em tempo real aos palestrantes picaretas.
A autoridade de quem está no palco não é mais um fato indiscutível, é algo a ser conquistado slide a slide. Se o palestrante pisa na bola [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um fenômeno bem interessante tem acontecido em várias conferências, principalmente as relacionadas com tecnologia, que têm maior número de pessoas conectadas: a crítica em tempo real aos palestrantes picaretas.</p>
<p>A autoridade de quem está no palco não é mais um fato indiscutível, é algo a ser conquistado slide a slide. Se o palestrante pisa na bola ou repete obviedades, a turma do fundão esculacha. É muito divertido ver isso acontecer, e hoje tenho acompanhado no twitter com a tag #nbc08. Por exemplo:</p>
<blockquote><p><strong><a title="Rafael Ziggy" href="http://twitter.com/simviral">simviral</a></strong> <span class="entry-content"> #nbc08 já começo a ouvir resmungos e suspiros impacientes da platéia.</span></p>
<p><strong><a title="Luli Radfahrer" href="http://twitter.com/radfahrer">radfahrer</a></strong> <span class="entry-content"> #nbc08 entendi! Esses caras são a desculpa que a organização do evento precisa para descontar o evento do Imposto de Renda.</span></p></blockquote>
<p>Além de usar tags no twitter, várias ferramentas permitem a criação dessas conversas paralelas, também conhecidas como &#8220;backchannels&#8221;. Praticamente todo &#8220;evento&#8221; que se preze tem algum tipo de ferramenta pra isso. Se não tem, os usuários inventam. Até o IRC serve.</p>
<p>Essa emergência do senso crítico coletivo em relação ao que é apresentado é uma mudança muito bem vinda na dinâmica sacal de powerpoints intermináveis. Pelo menos agora quem se incomoda tem companhia e pode fazer piada e se distrair com coisa melhor.</p>
<p>Por isso não se surpreenda se no próximo evento, quando você estiver quase pegando no sono, todo mundo com um laptop comece a dar risada ao mesmo tempo, sem ter nada a ver com a apresentação lá na frente.</p>
<p>Agora é esperar que os palestrantes mais espertos comecem a usar esses comentários pra melhorar suas apresentações e entender onde erraram para agradar a turma do fundão.</p>
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		<title>Gerador de nomes de ruas do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 06:06:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Depois de três dias no Rio e vários chopes, acho que entendi o processo de criação dos nomes de ruas da Cidade Maravilhosa.
O resultado está aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de três dias no Rio e vários chopes, acho que entendi o processo de criação dos nomes de ruas da Cidade Maravilhosa.</p>
<p><a href="/projetos/ruas.html">O resultado está aqui.</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pedrovalente/~4/398694421" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Gerador de logotipos-chavão</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 02:35:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[homem-chavão logotipos gerador design-trends]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei o php desse gerador nos meus backups e resolvi colocá-lo de volta em funcionamento. Foi feito nos idos de 2003 pro falecido site do Homem Chavão por mim e pelo Zé Lacerda.

 Recarregue a página para gerar um novo logotipo
As cores e o &#8220;swoosh&#8221; são criados aleatoriamente. Os nomes das empresas são sorteados entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei o php desse gerador nos meus backups e resolvi colocá-lo de volta em funcionamento. Foi feito nos idos de 2003 pro falecido site do Homem Chavão por mim e pelo Zé Lacerda.<br />
<span id="logohc" class="aligncenter"><img src="/projetos/logotipos-hc.php" alt="" /></span><br />
<a href="http://www.pedrovalente.com/?p=129"> Recarregue a página para gerar um novo logotipo</a></p>
<p>As cores e o &#8220;swoosh&#8221; são criados aleatoriamente. Os nomes das empresas são sorteados entre listas de prefixos e sufixos. Só as fontes originais é que eram um pouco melhores e não consegui recuperar, pelo backup ser ainda uma versão menos aprimorada da que foi ao ar.</p>
<p>Não sei se é verdade, mas já ouvi a história que tinha um cara levando a sério e usando esta ferramenta pra encontrar um nome para a sua empresa.</p>
<p>Um jeito menos chato de ver novos logotipos é <a href="http://pedrovalente.com/projetos/logotipos-hc.php">abrir direto a imagem</a> e ficar apertando F5.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pedrovalente/~4/381922289" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>A dissertação</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 21:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[Mapas]]></category>

		<category><![CDATA[jornalista-programador]]></category>

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		<description><![CDATA[Já faz mais de um ano que defendi, mas agora lembrei que ela não está online em lugar nenhum.
Pra quem tiver paciência, tá aqui o PDF da minha dissertação, sobre &#8220;Aplicações híbridas para a criação de conteúdo jornalístico na internet&#8221;. O curso foi o de Engenharia e Gestão do Conhecimento, na Universidade Federal de Santa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2008/08/dissertacao_pedro_valente.pdf"></a>Já faz mais de um ano que defendi, mas agora lembrei que ela não está online em lugar nenhum.</p>
<p>Pra quem tiver paciência, <a href="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2008/08/dissertacao_pedro_valente.pdf">tá aqui o PDF da minha dissertação, sobre &#8220;Aplicações híbridas para a criação de conteúdo jornalístico na internet&#8221;</a>. O curso foi o de Engenharia e Gestão do Conhecimento, na Universidade Federal de Santa Catarina.</p>
<p>Reli uns pedaços hoje e vi que muitas coisas que escrevo aqui no blog eu já tinha escrito nela.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pedrovalente/~4/372206263" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>E aí, ninguém no Brasil vai seguir o NYTimes?</title>
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		<comments>http://www.pedrovalente.com/2008/08/04/e-ai-ninguem-no-brasil-vai-seguir-o-nytimes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 15:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[jornalista-programador]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornalista Marc Frons, &#8220;chief technology officer&#8221; de operações digitais do New York Times, responde a perguntas dos leitores. Entre outros assuntos, fala da integração entre os tecnólogos (technologists) e os jornalistas:
Shortly before I joined The Times, the print and digital sides of the newspaper decided to merge their operations — what we call “integration.” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista Marc Frons, &#8220;chief technology officer&#8221; de operações digitais do New York Times, <a href="http://www.nytimes.com/2008/07/28/business/media/28askthetimes.html?ex=1375416000&amp;en=493c0a22bb9249c0&amp;ei=5124&amp;partner=permalink&amp;exprod=permalink">responde a perguntas dos leitores</a>. Entre outros assuntos, fala da integração entre os tecnólogos (technologists) e os jornalistas:</p>
<blockquote><p>Shortly before I joined The Times, the print and digital sides of the newspaper decided to merge their operations — what we call “integration.” I’m sure there were many people who thought this was a terrible idea, that the ink-stained Luddites of the print newsroom (the Web stereotype) and the arrogant, illiterate Digerati (the print stereotype) would never find common ground.</p>
<p>We’ve certainly had our moments. But the truth is integration has been a huge success. I don’t think any of the things we have achieved over the past two years in terms of interactive journalism, technology or our business would have been possible without it.</p>
<p>There are many reasons for this, and a few key individuals who made it all work. But as someone who has long had a foot in both worlds, my perspective is we have succeeded largely because beneath the obvious cultural (and sartorial) differences, journalists and technologists are really kindred spirits. The best of them, anyway, are passionate about their calling (because it’s much more than just a job), are skeptical of conventional wisdom and focus groups, like to trust their instincts, yet pride themselves on their analytical abilities and their almost religious devotion to the facts. And for disciplines where teamwork is vitally important, they also tend to share an individualistic, sometimes anarchistic bent, which as a manager is either a constant source of aggravation or amusement, depending upon how much sleep I’ve had the night before. In the end, technologists and journalists like to get stuff done, which makes them ideally suited to one another.</p>
<p>The trouble is they view the world from opposite ends of the telescope. The instincts that serve you so well as a print journalist often don’t work online (and vice versa) because the rules of the mediums are so different. But once journalists and technologists start to breathe the same air, they begin to understand one another. While we still have some distance to travel, that has certainly been the case at The Times.</p>
<p>We’ve accelerated this process through some fairly unconventional means. <strong>Last year, we formed a new software group called Interactive News Technologies, a team of journalistically minded techies (led by a technically minded journalist named Aron Pilhofer) who sit side by side with our editors, reporters and graphics journalists in the newsroom and produce Web applications at daily deadline speed.</strong> They have already been responsible for some terrific applications that use interactive databases that we wouldn’t have able to build as fast otherwise, or perhaps at all because we would not have had anyone focused on developing that technical capability.</p>
<p>While there will always be differences between journalists and technologists, I think we are in the midst of a vast generational shift. In the not-too-distant future, the majority of working journalists will be “digital natives” who cannot remember a world without the Internet, and who read most of their news online. That is bound to lead to some profound changes as this Facebook generation begins to assume leadership positions in newsrooms around the country. This next generation is going to have a much greater understanding of the possibilities and limitations of technology, as well as an innate sense of what works (and what doesn’t) online.</p></blockquote>
<p>Em outra resposta, disse o que vem por aí:</p>
<blockquote><p>In the next few months, we hope to announce more innovations in multimedia and data visualization as we link these platforms to our strategy around user generated content and APIs.</p></blockquote>
<p>E também mostrou como o NYT entende e trabalha pra usar ao seu favor as mudanças causadas pela web no jornalismo, principalmente na questão bloco de texto vs. informação estruturada:</p>
<blockquote><p>In the past, we treated all this structured information as plain text. So there was no way to search, sort and filter all this information or link it to anything else. There was no useful metadata (a term that basically means data about data), no “tags” or other information to help our online readers find all this rich information we were producing every day.</p>
<p>But for the past several months, we’ve been building systems to ensure that everything we produce is tagged at the outset so that it can be placed in a database where it can then be accessed by software developers using the APIs I talked about earlier. We’re doing this not just for structured data but for articles as well so that there will be much richer and more descriptive information about everything we’re ever written going all the way back to 1851.</p>
<p>We have many ideas around creating much richer and more collaborative <a href="http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/index.html">Times Topics</a> pages and more enhanced articles and multimedia in general. Much of this is necessarily vague because we’re not yet ready to talk about all the things we’re doing in this area. But part of the idea behind creating this vast database of articles and data, making it available, and then giving people the tools to manage it and recombine it with other information, is to tap into the incredible creativity made possible by the Web. We’re really not sure what applications our own developers, external developers and our readers will create using all this information — and to me, that’s the beauty of it.</p></blockquote>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pedrovalente/~4/355409912" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Lá vem todo mundo - o vídeo</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 22:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho falado aqui do livro &#8220;Here Comes Everybody&#8221;, do Clay Shirky. Desde 2005 ele vem discutindo as idéias do livro e resume quase tudo - com os mesmos exemplos - nesse vídeo:

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho falado aqui do livro &#8220;Here Comes Everybody&#8221;, do Clay Shirky. Desde 2005 ele vem discutindo as idéias do livro e resume quase tudo - com os mesmos exemplos - nesse vídeo:</p>
<p><!--cut and paste--><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" width="320" height="285" id="VE_Player" align="middle"><param name="movie" value="http://static.videoegg.com/ted2/flash/loader.swf"></param><param NAME="FlashVars" VALUE="bgColor=FFFFFF&#038;file=http://static.videoegg.com/ted/movies/ClayShirky_2005G-embed-[None]_high.flv&#038;autoPlay=false&#038;fullscreenURL=http://static.videoegg.com/ted/flash/fullscreen.html&#038;forcePlay=false&#038;logo=&#038;allowFullscreen=true"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><param name="bgcolor" value="#FFFFFF"></param><param name="scale" value="noscale"></param><param name="wmode" value="window"><embed src="http://static.videoegg.com/ted2/flash/loader.swf" FlashVars="bgColor=FFFFFF&#038;file=http://static.videoegg.com/ted/movies/ClayShirky_2005G-embed-[None]_high.flv&#038;autoPlay=false&#038;fullscreenURL=http://static.videoegg.com/ted/flash/fullscreen.html&#038;forcePlay=false&#038;logo=&#038;allowFullscreen=true" quality="high" allowScriptAccess="always" bgcolor="#FFFFFF" scale="noscale" wmode="window" width="320" height="285" name="VE_Player" align="middle" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed></param></object></p>
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		<title>Lá vem todo mundo (parte 2), o público e o privado</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 23:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>

		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuação do resumo das partes mais interessantes do livro &#8220;Here Comes Everybody&#8221;, do Clay Shirky. Leia a parte 1 aqui.
A facilidade extrema de publicação possibilitada pela internet transforma qualquer um em uma editora. De fato, quem escreve na internet tem o potencial de atingir qualquer pessoa no mundo todo. Mas Shirky alerta para um fenômeno que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuação do resumo das partes mais interessantes do livro &#8220;Here Comes Everybody&#8221;, do Clay Shirky. <a href="http://www.pedrovalente.com/2008/07/21/la-vem-todo-mundo-parte-1/">Leia a parte 1 aqui</a>.</p>
<p>A facilidade extrema de publicação possibilitada pela internet transforma qualquer um em uma editora. De fato, quem escreve na internet tem o potencial de atingir qualquer pessoa no mundo todo. Mas Shirky alerta para um fenômeno que muitos estudiosos da comunicação online deixam passar: a maioria das pessoas que escreve em blogs, no twitter ou em redes sociais não está nem aí para o público global. O público delas é a roda de amigos.</p>
<p>Se você fuçar nos scraps das pessoas no Orkut vai encontrar um monte de piadas internas, referências a amigos mútuos e outras informações que só interessam ao pequeno círculo de envolvidos na conversa. É como entreouvir o papo de alguns adolescentes desconhecidos na praça de alimentação do shopping.</p>
<blockquote><p>&#8220;A maioria do &#8216;<em>conteúdo produzido pelo usuário</em>&#8216; não é &#8216;<em>conteúdo</em>&#8216; coisa nenhuma, no sentido de haver sido criado para consumo geral. É como dizer que uma ligação telefônica entre você e um parente é &#8216;<em>conteúdo produzido pela família</em>&#8216;&#8221;</p></blockquote>
<p>A partir daí surge a distinção entre <strong>mídia de comunicação</strong> e <strong>mídia de difusão</strong>. A mídia de difusão, que inclui rádio, TV, jornais e filmes, é como um megafone, facilita a distribuição da mensagem para que todos a recebam. A mídia de comunicação, por outro lado, facilita a conversa de duas vias e tem como exemplos o telegrama, o telefone ou o fax.</p>
<p>A mídia de comunicação sempre foi entre um emissor e um receptor, no padrão <strong>um-para-um</strong>. Eu falo e você escuta, em seguida você fala e eu escuto. A difusão seguia o padrão de <strong>um-para-muitos</strong>, e os receptores não tinham como responder.</p>
<p>O padrão que não existia até pouco tempo atrás é o de <strong>muitos-para-muitos</strong>, e o e-mail foi a primeira ferramenta simples e verdadeiramente global a seguir este padrão.</p>
<p>Conforme a tecnologia evolui, as diferenças entre os padrões evaporam e áreas de transição entre eles surgem. Antes, o meio bastava para se determinar o conteúdo da mensagem. Ler &#8220;Eu te amo&#8221; em uma carta é bem diferente de ouvir &#8220;Eu te amo&#8221; na fala de uma personagem na televisão. A carta é o padrão um-para-um e a TV um-para-muitos. Não tem como confundi-los. Mas este limite tão claro acaba ficando nublado na internet.</p>
<blockquote><p>&#8220;Antes da internet se tornar &#8216;mainstream&#8217;, um esforço considerável era necessário para dizer algo que fosse ouvido por um número significativo de pessoas, e por isso consideramos todo material disponível publicamente como material oferecido diretamente para nós. Agora que o custo de colocar coisas em uma mídia global desmoronou, muito do que é postado em um dia qualquer está em público mas não é para o público.&#8221;</p></blockquote>
<p>Por enquanto é isso, mas o livro não acabou ainda. Acho que rende mais um post ou dois para breve.</p>
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		<item>
		<title>Por quê usar Python e Django</title>
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		<comments>http://www.pedrovalente.com/2008/07/24/por-que-usar-python-e-django/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 14:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[django]]></category>

		<category><![CDATA[jornalista-programador]]></category>

		<category><![CDATA[python]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa pergunta tem passado pela minha cabeça com uma certa freqüência ultimamente. Resolvi enumerar abaixo algumas razões.
1. Porque, segundo a Wired, é cool:
Expired: ASP.NET, Tired: PHP, Wired: Django
2. Porque, segundo o Bruce Eckel, guru do Java, é legal.
&#8220;I think I&#8217;ve been using Python for close to 12 years now, and it&#8217;s been my favorite language [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa pergunta tem passado pela minha cabeça com uma certa freqüência ultimamente. Resolvi enumerar abaixo algumas razões.</p>
<p>1. Porque, <a href="http://www.wired.com/culture/culturereviews/magazine/16-04/st_wte">segundo a Wired</a>, é cool:</p>
<blockquote><p>Expired: ASP.NET, Tired: PHP, Wired: Django</p></blockquote>
<p>2. Porque, <a href="http://www.artima.com/weblogs/viewpost.jsp?thread=227496">segundo o Bruce Eckel</a>, guru do Java, é legal.</p>
<blockquote><p>&#8220;I think I&#8217;ve been using Python for close to 12 years now, and it&#8217;s been my favorite language for much of that time&#8230;&#8221; &#8220;I think the combination of choices offered by Django + TurboGears covers people&#8217;s needs better than a single monolithic approach, and Django appears to be the right solution for a large portion of the applications out there.&#8221;</p></blockquote>
<p>3. Porque, <a href="http://xkcd.com/353/">segundo o xkcd</a>, é sensacional:<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-116" title="xkcd-python" src="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2008/07/python.png" alt="" /><br />
4. Porque, <a href="http://mattwaite.com/">segundo o Matt Waite</a>, jornalista que aprendeu a programar, é fácil:</p>
<blockquote><p>&#8220;But what makes Django an even greater work of art is that knuckle-dragging, mouth-breathing, not-very-good journalism graduates from small midwestern states (ahem) can learn just enough to <a href="http://www.politifact.com/truth-o-meter/">build something they can be proud of</a>.&#8221;</p></blockquote>
<p>5. Porque Guido van Rossum, criador do Python, <a href="http://www.djangoproject.com/weblog/2006/aug/07/guidointerview/">gosta do Django</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;My personal favorite &#8212; and I expect that that will remain a personal favorite for a long time &#8212; is something named Django. &#8230; I highly recommend it.&#8221;</p></blockquote>
<p>6. Porque o Google (onde o Guido trabalha) resolveu apostar pesado em Python+Django com o <a href="http://appengine.google.com">AppEngine</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;With Google&#8217;s employment of Python and Django as a first class citizen in its <span class="link-external">AppEngine</span> infrastructure [...] this development has the potential of trusting Python into the limelight.&#8221;[<a href="http://www.manageability.org/blog/python-wellspring-of-innovation">fonte</a>]</p></blockquote>
<p>7. Porque Python é uma das linguagens cuja adoção tem crescido constantemente pelo mundo:</p>
<blockquote><p>Ocupa a 7ª colocação no <a href="http://www.tiobe.com/index.php/content/paperinfo/tpci/index.html">ranking</a> do índice Tiobe de julho de 2008, com quase 5% do total de linhas de código escritas.</p></blockquote>
<p>8. Porque Django é um framework <a href="http://code.djangoproject.com/wiki/VersionOneRoadmap">cada vez mais estável e confiável</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Django 1.0 will be released in <a class="reference internal" href="http://code.djangoproject.com/wiki/VersionOneRoadmap#dates">early September</a>.&#8221; (dia 2 para ser mais exato)</p></blockquote>
<p>9. Porque segundo o <a href="http://www.holovaty.com">Adrian Holovaty</a>, o Django tem <a href="http://42topics.com/blog/2008/06/an-interview-with-adrian-holovaty/">tudo a ver com jornalismo</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Because journalism and computer science don’t normally go together, I’ve had some success in this silly little niche of employing Web development in news organizations — &#8216;journalism via computer programming.&#8217;&#8221;</p></blockquote>
<p>10. E finalmente, porque Django<a href="http://groups.google.com/group/dados-publicos/browse_thread/thread/b5b7555463191229"> ajuda a resolver as coisas rápido</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;<a href="http://media.b-list.org/presentations/2008/pycon/lightning.pdf">A apresentação</a> é um passo a passo de como a pesquisa de um repórter em tabelas do Word pode se tornar uma aplicação web interativa com mapas e gráficos em apenas dois dias. O James Bennett usa Python e Django pra isso.&#8221;</p></blockquote>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pedrovalente/~4/344639226" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Lá vem todo mundo (parte 1)</title>
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		<comments>http://www.pedrovalente.com/2008/07/21/la-vem-todo-mundo-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 23:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Idéias]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[colaboração]]></category>

		<category><![CDATA[compartilhamento]]></category>

		<category><![CDATA[cooperação]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminei esses dias de ler Here Comes Everybody, do Clay Shirky, um cara que consegue clarear e dar um sentido bem coerente pra muitos conceitos que pairam por aí neste &#8220;mundo conectado&#8221;. Faço aqui um resumo das partes que achei mais interessantes. Provavalmente nos próximos dias posto uma continuação.


O conceito por trás de todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">Terminei esses dias de ler <span lang="pt-BR"><a href="http://www.amazon.com/Here-Comes-Everybody-Organizing-Organizations/dp/1594201536/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1216682140&amp;sr=8-1" target="_blank">Here Comes Everybody</a>, do Clay Shirky, um cara que consegue clarear e dar um sentido bem coerente pra muitos conceitos que pairam por aí neste &#8220;mundo conectado&#8221;. Faço aqui um resumo das partes que achei mais interessantes. Provavalmente nos próximos dias posto uma continuação.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span id="more-114"></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">O conceito por trás de todo o livro é o &#8216;colapso do custo das transações&#8217;. Traduzindo, é o fenômeno que acontece quanto algo muito difícil ou trabalhoso e de repente se torna simples e trivial. Em comparação com os anos pré-internet, o custo e o esforço para se formar grupos coordenados, por exemplo, foi reduzido brutalmente. Por isso a auto-organização de pessoas em conjunto por todo o mundo começou a pipocar como nunca.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Shirky diz que antigamente, quem debatia o papel das organizações via apenas dois caminhos para se concluir uma tarefa: um esforço comandado pelo Estado, com um plano para resolver o problema; ou a livre competição do mercado. Levava-se em conta a premissa de que as pessoas não tinham como se auto-organizar de uma hora pra outra. Era verdade, mas agora mudou.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Ele enumera uma &#8220;escada&#8221; de atividades que os grupos auto-organizados têm conseguido realizar usando ferramentas sociais, as catalisadoras destes movimentos:</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Compartilhamento</span><span lang="pt-BR"> é o modelo que cria menos demandas para os participantes. Colocar suas fotos no Flickr para que todos vejam é uma forma de compartilhar.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Cooperação é o segundo degrau, e é mais complicado do que apenas compartilhar, porque exige que você mude seu comportamento para sincronizá-lo com o de pessoas que também mudam seus próprios comportamentos para cooperar com você. Diferente do compartilhamento, a cooperação cria um senso de grupo - você sabe com quem coopera. A conversa - por comunicadores instantâneos ou e-mail - é a forma mais comum de cooperação, diz Shirky. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Produção colaborativa</span><span lang="pt-BR"> é uma maneira ainda mais engajada de cooperação. Aumenta a tensão entre os objetivos individuais e os do grupo. A maior diferença entre produção colaborativa e compartilhamento de informação é que a primeira exige que o grupo tome certas decisões em conjunto. É a argumentação e a guerra de edição que acontecem na Wikipédia.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Ação coletiva</span><span lang="pt-BR"> é o terceiro degrau. É o mais difícil, pois exige um grupo coeso que esteja determinado a atingir um objetivo. A união do grupo é essencial para o seu sucesso.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Enquanto o compartilhamento de informação produz <em>percepção compartilhada</em> entre os participantes e a produção colaborativa resulta em <em>criação compartilhada</em>, a ação coletiva cria <em>responsabilidade compartilhada</em>, fundindo a identidade do usuário com a identidade do grupo. Um exemplo de ação coletiva é o desafio à governança, consumidores indignados exigindo seus direitos ou eleitores buscando mudanças na lei. Por tabela, fica claro que existe uma maneira de se perder a batalha.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">No fundo, a principal vantagem dada pelas novas ferramentas sociais é a &#8220;formação ridiculamente simples de grupos&#8221;, nos termos de Seb Paquet.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Todos são produtores de mídia</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">No capítulo que mais enfoca o jornalismo, Clay Shirky conta a história de seu tio Howard, dono de jornal em uma pequena cidade do interior americano. Ele criticava o USA Today, chamando-o de &#8220;TV no papel&#8221;. No fim das contas, o novo jornal não foi uma ameaça tão grande. Chegou a roubar circulação de jornais menores, mas o resultado não foi a catástrofe prevista por muitos.</span></p>
<blockquote>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
</blockquote>
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr"><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">&#8220;O catastrófico foi uma mudança menos visível, porém mais significativa, que já ganhava força no momento em que o USA Today era lançado. A principal ameaça ao Richmond Daily News , e sem dúvida a todos os jornais pequenos e grandes, não era a competição de outros jornais, mas mudanças radicais no ecossistema geral da informação. A idéia de que alguém poderia construir impressoras a quatro cores que rodassem dia e noite era fácil de entender. A idéia de que a transmissão de notícias via papel poderia se tornar uma má idéia, de que todas aquelas impressoras enormes e barulhentas pudessem ser como locomotivas a vapor na era da combustão interna era quase impossível de se perceber. Howard poderia imaginar alguém fazendo o que ele fazia, porém melhor. O que ele não podia imaginar é alguém tornando </span><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">obsoleto </span><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">o que ele fazia.&#8221;</span></p>
<blockquote>
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr">
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr">
</blockquote>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Shirky segue dizendo que muitas pessoas no ramo dos jornais não entenderam a importância da internet. Talvez por um narcisismo da profissão, argumenta, a produção feita por não-profissionais não era algo a ser levado a sério.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Ele busca entender o que originou a profissão de jornalista, e se depara com conceitos fundamentais que nem sempre nos lembramos. Um deles é que uma profissão existe para resolver um problema que exija especialização. Dirigir carros de corrida é coisa para pilotos profissionais. Dirigir um carro comum não exige que a pessoa tenha uma nova profissão, é relativamente simples.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Outras profissões existem para gerenciar algum recurso escasso. Bibliotecários organizam livros nas prateleiras, executivos de jornal decidem o que vai na primeira página. Aí surgem os <em>gatekeepers</em>.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Uma profissão também é definida pelas regras que devem ser seguidas por seus membros e suas relações de fiscalização com os colegas. E daí surge o código de ética dos jornalistas e outras normas de conduta.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">A viabilidade comercial do produto jornalístico e a tecnologia utilizada também influenciam no comportamento do profissional. <span lang="pt-BR">Mesmo com a introdução do rádio e da TV, os jornais mantinham o monopólio da palavra escrita na hora de informar as pessoas das notícias do dia - até o surgimento da web. A web não introduziu um novo competidor no antigo ecossistema, como havia feito o USA Today. <strong>A web criou um novo ecossistema.</strong></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Embora seja um modelo estável e tradicional, se pensarmos bem não há muita conexão entre os elementos presentes em um jornal. Resultados de futebol, notícias de política, horóscopo e classificados em um <em>&#8220;amontoado idiossincrático&#8221;</em>. O que segura um jornal é, primeiro, o custo do papel, tinta e distribuição. Um jornal é qualquer grupo de itens impressos que um editor consiga amontoar em conjunto e entregar lucrativamente.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">O corolário também é verdade: não entra no jornal o que for muito caro para se imprimir e entregar. </span></p>
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<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr"><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">&#8220;A velha barganha do jornal - notícias internacionais junto com horóscopo e anúncios de pizzaria - acabou. O futuro apresentado pela internet é a massificação do amadorismo na publicação e uma troca de &#8216;Por que publicar isto?&#8217; para &#8216;Por que não?&#8217;</span></p>
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<p>Falhar hoje custa muito pouco. Fazer algo ruim não prejudica ninguém e nem dá prejuízo. Por isso a regra das ferramentas sociais que mais crescem é essa: produzir primeiro e filtrar depois. Mais detalhes no próximo post.</p>
<p><strong>Atualização:</strong> <a href="http://www.pedrovalente.com/2008/08/01/la-vem-todo-mundo-parte-2-o-publico-e-o-privado/">A segunda parte já está disponível aqui</a>.</p>
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