Pink Floyd e os motoqueiros

{ 24 de Novembro de 2006 }

Dark Side of the MoonAmanhã, sábado, vou pro Moto Verão 2006, um encontro nacional de motoqueiros que acontece em Porto Belo.

Às 23h30 rola o show da banda The Wall, cover de Pink Floyd, e eu estarei no comando do telão. Segundo os organizadores, o evento deve juntar umas 15 mil pessoas.

The Division BellPra coordenar os vídeos e imagens vou usar dois programas no meu notebook que vai estar conectado ao telão.

Um é o MediaShout. Foi originalmente criado pra apresentações multimídia em igrejas, mas serve bem ao nosso propósito agnóstico. Depois de testar dezenas de programas semelhantes escolhi esse por ter uma resposta rápida na hora de soltar os vídeos e dar bastante controle na pré-programação dos trechos.
The WallQuando não tivermos vídeos prontos pra rodar em sincronia com a música, passo pro OpenTZT, um programa de código aberto feito pra VJs. Dá um trabalhinho até se acostumar com ele mas tem muitas possibilidades de manipulação de imagens em tempo real, inclusive em sincronia com a batida da música.

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Tive uma surpresa hoje quando descobri que em praticamente todas as páginas da plataforma Lattes aparece no cantinho a foto de algum grande cientista brasileiro e que essa foto leva prum site que eu fiz em 2003.

O site é o Notáveis da ciência, que hoje está dentro do Canal Ciência do Ibict (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia). Passei 3 meses em Brasília coordenando a reformulação, ampliando de 6 pra cerca de 70 nomes. A cara dele mudou um pouquinho mas ainda é praticamente o mesmo site que entreguei.
Eu e mais três jornalistas fizemos toda a pesquisa e produzimos os perfis de todos esses figurões. Também digitalizamos por OCR as 800 páginas do livro Cientistas do Brasil, editado pela SBPC que está inteirinho no site junto com galerias de fotos e outros elementos como entrevistas gravadas em áudio.

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Comercial do Vestibular UFSC 2005

{ 11 de Outubro de 2006 }

Em 2004 fiz no AfterEffects esse comercial pro Vestibular da UFSC. O Rodrigo Lóssio tinha feito o cartaz e o resto do material da campanha e eu fiz só o vídeo. Tirei a poeira e botei no YouTube… Notem que o áudio tá gaguejando, problema que foi resolvido na versão que foi ao ar mas que eu não tinha por aqui.

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Trailers para o SESI-SC

{ 11 de Outubro de 2006 }

Tenho feito para a Complex uns trabalhos para o SESI de Santa Catarina. Abaixo estão alguns deles, onde fiz roteiro e toda a produção dos trailers dos CD-ROMs. São videozinhos de apresentação dos programas usados para educação de jovens e adultos.

As aberturas e encerramentos com aquela mãozinha e o fundo laranja são padronizados e feitos por uma agência, então precisei deixar, mas todo o resto tive liberdade pra mexer. Esses trailers foram criados no Flash e transformados em arquivos executáveis que rodam em tela inteira.

Inglês: (Locução: Silvio Smaniotto. Ilustrações do João Pedro)

Espanhol: (Locução: Bruna Wagner)

Português: (Locução: Bruna Wagner. Alguns desenhos - os mais legais - são do André Valente)

Artes: (Locução: Silvio Smaniotto)

Matemática (Nesse também fiz todo o roteiro e programação do próprio CD-ROM. A locução é da Mariana Segala e as ilustrações do André Valente):

Update [25/10] : Ninguém tava conseguindo assistir porque os vídeos tavam como “privados”. Só eu, que já estava logado no YouTube, conseguia ver. Consertei a burrada e agora dá pra assistir.

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Novas técnicas de jornalismo online

{ 4 de Setembro de 2006 }

No começo de agosto eu e o Zé Lacerda demos uma oficina na Semana do Jornalismo da UFSC . Foi bem interessante e abordamos algumas novas tecnologias que podem ajudar os jornalistas, como por exemplo:

  • Usar o Google Calendar ou ferramenta similar para compartilhar alguma agenda com o resto do mundo. Útil para assessorias de eventos, candidatos, etc.
  • Fazer entrevistas internacionais e gravá-las com o Skype.
  • Usar o Scrapbook na apuração. Todo jornalista que descobre essa extensão do Firefox não quer saber de mais nada.
  • Redigir uma matéria colaborativamente - AO MESMO TEMPO - usando o Writely.
  • Procurar APIs e integrá-las no seu site.
  • Usar serviços de hospedagem de vídeo (YouTube, Google Video) ou de áudio (Odeo e outros para Podcasts).
  • Usar agregadores RSS para receber infromações de várias fontes automaticamente.

Tudo tá expicado no blog da Oficina, e se você quiser saber mais detalhes ou ver a produção dos alunos, entre em http://semanadojornalismo.blogspot.com/

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O cliente tem sempre razão

{ 3 de Outubro de 2005 }

O termo da moda por aí, criado pelo visionário e guru-do-momento Tim O’Reilly, é Web 2.0. Não vou entrar em detalhes sobre os vários aspectos que definem esse novo jeito de fazer e usar a Internet, mas quero ressaltar um que é muito importante: o controle do leitor sobre a informação que ele vê.

Em programas que a gente usa no computador, isso já acontece. É o usuário quem manda. Ele tem que aprender a usar o Excel e depois faz o que quiser com essa ferramenta.

Na Internet, a vantagem é que além da ferramenta (um site que se comporta como um programa), o usuário tem um monte de informação pra trabalhar em cima.

Um exemplo:

Num site de notícias, eu mando mostrar uma lista das últimas 30 matérias escritas pelo autor X, que contenham a palavra Y.

Ou…

Num blog, quero que só apareçam os comentários de pessoas com mais de 15 pontos na escala de confiança do site, o que deixaria de fora pessoas que falam bobagem o tempo todo (exemplo aqui).

Tá, e como vou fazer um jornal online assim?

Aí que mora o xis da questão. Desde o começo o jornalismo segue um modelo: os editores decidem o que é importante, decidem o que entra no jornal, decidem o lugar e o destaque dado a cada informação.

Esse modelo tem se provado muito eficiente, mas pode ser melhorado. Os editores diagramam e editam o jornal com um público-alvo médio em mente. Na época do papel não tinha como fazer um jornal diferente, especialmente editado pra cada um de nós. Agora tem.

Os editores, no entanto, vão precisar abrir mão de grande parte do controle que exerciam no passado. Claro que os leitores têm a necessidade de alguém com faro pra dizer a eles o que é a notícia do dia. Mas isso só vai acontecer se o leitor quiser saber a opinião do editor.

Mais um exemplo:

Hoje entrei de férias. Não quero saber nada de economia, finanças ou política. Só amenidades. “Site de notícias, mostre-me o que eu pedi”.

Num caso desses o editor está de mãos atadas. O cliente é quem tem razão e o site deve dar o que ele pede. A personalização está cada vez mais fácil e um negócio chamado Hipermídia Adaptativa explica algumas maneiras de se fazer isso, com destaque para a filtragem colaborativa, modelos de usuário e de domínio, entre outros .

Agora, digamos que um site de notícias tenha uma seção de comentários. Os editores desejam que ninguém fale palavrão, faça pichações ou poesias de porta de banheiro por ali. Querem um debate de alto nível, com idéias construtivas que contribuam com a discussão.

Por outro lado, tem um pessoal entra pra desabafar, xingar quem os incomoda, defender suas causas, vender uma bicicleta ou discursar no palanque. Aí está o nosso conflito de interesses.

Para resolver este conflito podemos recorrer às seguintes soluções:

Alternativa 1 - Filtrar todos os comentários incluídos pelos leitores ANTES de eles entrarem no ar, como fazem alguns sites. Neste caso os editores vencem, mas com o revés de arranjarem uma trabalheira adicional e comprometerem o caráter imediato e ágil do site.

Alternativa 2 - Deixar correr solto, com base na democracia e na liberdade de expressão. Deste modo vencem os pichadores, que podem escrever de tudo sem restrição, mas perdem os editores e principalmente os leitores silenciosos, forçados a ouvir um monte de bobagem.

Alternativa 3 (a mais indicada, na minha opinião) - A auto-regulação. Também conhecida como seleção natural ou lei da oferta e da procura. Os próprios leitores decidem o que querem ver (olha a Web 2.0 aí). As ações dos leitores afetam tanto o conteúdo exibido para eles quanto o exibido para todos. O coletivo (salve Marx) decide o que é melhor para o indivíduo.

Resumindo
Dei todas essas voltas pra dizer que quem faz um site com a participação dos leitores tem que se conformar em não ter controle sobre ele. Hoje em dia sites devem ser dinâmicos e sociais, evoluir naturalmente em diversas direções, e o “criador” deve ter pouca influência. O que temos que desenvolver e aperfeiçoar são mecanismos pra própria multidão se regular.

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Estréia no código aberto

{ 28 de Setembro de 2005 }

Uma das coisas mais legais do código aberto é que ele não tem preconceito. Basta ser fuçador o suficiente pra descobrir como se faz pra participar de algum projeto.

Eu tava precisando de um fórum legal pra usar no Unaberta e encontrei o Vanilla, que é de código aberto.

Testei e achei muito legal. Mas ele tinha um defeito grave para o público de um site brasileiro: era todo em inglês. Sendo código aberto, posso mexer nele o quanto eu precisar. Resolvi traduzir o bicho. Foi um trampo bem fácil mas meio cansativo. Dois dias e 700 linhas de código depois tava pronto.

Mas o mais legal é que dessa minha iniciativa egoísta de criar o MEU fórum surgiu a versão para português do Brasil do Vanilla, que já coloquei lá na página oficial pra qualquer um baixar. Assim caminha o código aberto: eu melhoro um programa para o meu uso, mas repasso essa melhoria a todos que também precisam dela.

Eu tava louco pra me meter nisso e agora consegui. Essa é a minha primeira contribuição pra um projeto de código aberto… Já era hora…

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Implementações da semana no Unaberta

{ 18 de Setembro de 2005 }

Agora tem um módulo de enviar as matérias por e-mail de uma pessoa para a outra no Unaberta. Hoje e segunda vai aparecer só pros repórteres e editores do site que estiverem logados no publicador. A partir de terça - eu acho - liberamos pra todos. Dá pra mandar pra quantas pessoas quiser de uma vez, com um recado junto. Esses envios vão entrar no bolo de coisas que determinam a popularidade das matérias, o que vai render umas ferramentas novas pro site no futuro.

Na implementação desse negócio acabei tirando o site do ar sem querer por mais ou menos uma hora no domingo à noite, mas não foi nada grave.

“Ouvido” não é penico - Quem acompanha todo dia deve perceber uma redução de bobagens nos comentários graças a um novo recurso que não vou dizer qual é, mas que começou a funcionar hoje também.

O site é o www.unaberta.ufsc.br.

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CD-ROM de matemática

{ 10 de Setembro de 2005 }

Tela do CD-ROM de matemáticaContinuando a seção “quem sou eu e o quê que eu já fiz”, aí vai o trabalho que me ocupou metade de 2005: um CD-ROM que desenvolvi na Complex Informática para o Sesi de Santa Catarina. Foi um projeto muito interessante porque exigiu que eu me metesse em um monte de áreas diferentes.

A idéia era ter uma aplicação em Flash que passasse o conteúdo para trabalhadores da indústria que voltaram a estudar, com explicações interativas, animações e exercícios. O modelo foi reaproveitado em outras disciplinas mais tarde, mas a que participei foi apenas Matemática. Começamos o projeto todo do zero.

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Novo site do Universidade Aberta

{ 2 de Setembro de 2005 }

Tela do Universidade Aberta Não sei se alguém lê esta página, mas como tem o meu nome nela é bom dizer no que estou trabalhando atualmente. No começo de agosto entrou no ar a nova versão do site do Universidade Aberta. Ele foi feito em conjunto por mim e pelo Zé Lacerda.

Eu fiz a parte do site que todo mundo acessa, e o Zé o publicador, que é por onde a redação atualiza as notícias. Modelamos o banco de dados, fizemos toda a programação em PHP, HTML, Ajax, Javascript e CSS. O layout da página é meu também.

Aos poucos temos implantado mais coisinhas legais no site, como comentários, enquete, multimídia e etc.

Por trás das decisões tomadas para o desenho deste novo site, está a pesquisa dos mestrados (meu e do Zé). E os resultados que tivermos na prática vão servir para as nossas dissertações. Fazemos mestrado no curso de Engenharia e Gestão do Conhecimento, na UFSC.

O Projeto Universidade Aberta funciona como uma agência de notícias onde os repórteres são os alunos do curso de Jornalismo da UFSC, orientados por jornalistas e professores. Quando eu era aluno de graduação fui o responsável por redesenhar e editar o site durante um bom tempo.

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