Quando a gente passeia pela Internet, a dinâmica de navegação é
clica no link -> página atual some -> página nova aparece
O link funciona como um teletransporte.
Tem uns caras que pesquisam interfaces humano-computador e sugeriram um tipo de navegação que não usa essa metáfora do teletransporte, mas uma coisa eu eu chamo de “referência concreta”: Em vez de um link, você tem uma miniatura da próxima página, e em vez de teletransporte, o que acontece é um zoom até você conseguir ler o que está na miniatura.
Neste ponto já dá pra perceber que as miniaturas não são realmente miniaturas, mas sim as páginas inteiras vistas de longe. Uma das vantagens desta abordagem é que ativa a nossa memória espacial, ajudando a lembrar que caminho fizemos para chegar em determinado ponto. Teletransporte tem muitos pontos positivos, mas desorienta.
Nada disso é muita novidade. O Raskin Center for Humane Interfaces, do polêmico Jef Raskin, já fala disso em suas pesquisas faz alguns anos e tem até demonstrações de como funcionaria (arquivo Flash de 8Mb).
O que o del.icio.us/popular me mostrou ontem foi uma empresa que tá fazendo sites usando esse esquema, a Sofake. Depois de ver o site deles, que é um exemplo perfeito desse tipo de navegação, entre também no billyharvey.com, outra obra-prima de cair o queixo feita em flash.
Nos trabalhos da Sofake, percebe-se o cuidado com a orientação espacial do usuário. Experimente no billyharvey deixar uma música tocando e ir para longe, o volume diminui e o som vem apenas do lado de onde tá sendo tocado. No sofake.com, cada nível de profundidade tem uma trilha sonora, ajudando ainda mais na ambientação.
Destaque também para o bonequinho do billyharvey. Uma solução simples (vídeo do rosto mascarado por um canal alpha), que, quando fixado ao movieclip da cabeça segue o corpo por toda a casa.