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	<title>pedro valente &#187; Idéias</title>
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		<title>Lá vem todo mundo &#8211; o vídeo</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 22:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho falado aqui do livro &#8220;Here Comes Everybody&#8221;, do Clay Shirky. Desde 2005 ele vem discutindo as idéias do livro e resume quase tudo &#8211; com os mesmos exemplos &#8211; nesse vídeo:

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho falado aqui do livro &#8220;Here Comes Everybody&#8221;, do Clay Shirky. Desde 2005 ele vem discutindo as idéias do livro e resume quase tudo &#8211; com os mesmos exemplos &#8211; nesse vídeo:</p>
<p><!--cut and paste--><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" width="320" height="285" id="VE_Player" align="middle"><param name="movie" value="http://static.videoegg.com/ted2/flash/loader.swf"></param><param NAME="FlashVars" VALUE="bgColor=FFFFFF&#038;file=http://static.videoegg.com/ted/movies/ClayShirky_2005G-embed-[None]_high.flv&#038;autoPlay=false&#038;fullscreenURL=http://static.videoegg.com/ted/flash/fullscreen.html&#038;forcePlay=false&#038;logo=&#038;allowFullscreen=true"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><param name="bgcolor" value="#FFFFFF"></param><param name="scale" value="noscale"></param><param name="wmode" value="window"><embed src="http://static.videoegg.com/ted2/flash/loader.swf" FlashVars="bgColor=FFFFFF&#038;file=http://static.videoegg.com/ted/movies/ClayShirky_2005G-embed-[None]_high.flv&#038;autoPlay=false&#038;fullscreenURL=http://static.videoegg.com/ted/flash/fullscreen.html&#038;forcePlay=false&#038;logo=&#038;allowFullscreen=true" quality="high" allowScriptAccess="always" bgcolor="#FFFFFF" scale="noscale" wmode="window" width="320" height="285" name="VE_Player" align="middle" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed></param></object></p>
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		<title>Lá vem todo mundo (parte 2), o público e o privado</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 23:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuação do resumo das partes mais interessantes do livro &#8220;Here Comes Everybody&#8221;, do Clay Shirky. Leia a parte 1 aqui.
A facilidade extrema de publicação possibilitada pela internet transforma qualquer um em uma editora. De fato, quem escreve na internet tem o potencial de atingir qualquer pessoa no mundo todo. Mas Shirky alerta para um fenômeno que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuação do resumo das partes mais interessantes do livro &#8220;Here Comes Everybody&#8221;, do Clay Shirky. <a href="http://www.pedrovalente.com/2008/07/21/la-vem-todo-mundo-parte-1/">Leia a parte 1 aqui</a>.</p>
<p>A facilidade extrema de publicação possibilitada pela internet transforma qualquer um em uma editora. De fato, quem escreve na internet tem o potencial de atingir qualquer pessoa no mundo todo. Mas Shirky alerta para um fenômeno que muitos estudiosos da comunicação online deixam passar: a maioria das pessoas que escreve em blogs, no twitter ou em redes sociais não está nem aí para o público global. O público delas é a roda de amigos.</p>
<p>Se você fuçar nos scraps das pessoas no Orkut vai encontrar um monte de piadas internas, referências a amigos mútuos e outras informações que só interessam ao pequeno círculo de envolvidos na conversa. É como entreouvir o papo de alguns adolescentes desconhecidos na praça de alimentação do shopping.</p>
<blockquote><p>&#8220;A maioria do &#8216;<em>conteúdo produzido pelo usuário</em>&#8216; não é &#8216;<em>conteúdo</em>&#8216; coisa nenhuma, no sentido de haver sido criado para consumo geral. É como dizer que uma ligação telefônica entre você e um parente é &#8216;<em>conteúdo produzido pela família</em>&#8216;&#8221;</p></blockquote>
<p>A partir daí surge a distinção entre <strong>mídia de comunicação</strong> e <strong>mídia de difusão</strong>. A mídia de difusão, que inclui rádio, TV, jornais e filmes, é como um megafone, facilita a distribuição da mensagem para que todos a recebam. A mídia de comunicação, por outro lado, facilita a conversa de duas vias e tem como exemplos o telegrama, o telefone ou o fax.</p>
<p>A mídia de comunicação sempre foi entre um emissor e um receptor, no padrão <strong>um-para-um</strong>. Eu falo e você escuta, em seguida você fala e eu escuto. A difusão seguia o padrão de <strong>um-para-muitos</strong>, e os receptores não tinham como responder.</p>
<p>O padrão que não existia até pouco tempo atrás é o de <strong>muitos-para-muitos</strong>, e o e-mail foi a primeira ferramenta simples e verdadeiramente global a seguir este padrão.</p>
<p>Conforme a tecnologia evolui, as diferenças entre os padrões evaporam e áreas de transição entre eles surgem. Antes, o meio bastava para se determinar o conteúdo da mensagem. Ler &#8220;Eu te amo&#8221; em uma carta é bem diferente de ouvir &#8220;Eu te amo&#8221; na fala de uma personagem na televisão. A carta é o padrão um-para-um e a TV um-para-muitos. Não tem como confundi-los. Mas este limite tão claro acaba ficando nublado na internet.</p>
<blockquote><p>&#8220;Antes da internet se tornar &#8216;mainstream&#8217;, um esforço considerável era necessário para dizer algo que fosse ouvido por um número significativo de pessoas, e por isso consideramos todo material disponível publicamente como material oferecido diretamente para nós. Agora que o custo de colocar coisas em uma mídia global desmoronou, muito do que é postado em um dia qualquer está em público mas não é para o público.&#8221;</p></blockquote>
<p>Por enquanto é isso, mas o livro não acabou ainda. Acho que rende mais um post ou dois para breve.</p>
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		<title>Lá vem todo mundo (parte 1)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 23:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhamento]]></category>
		<category><![CDATA[cooperação]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminei esses dias de ler Here Comes Everybody, do Clay Shirky, um cara que consegue clarear e dar um sentido bem coerente pra muitos conceitos que pairam por aí neste &#8220;mundo conectado&#8221;. Faço aqui um resumo das partes que achei mais interessantes. Provavalmente nos próximos dias posto uma continuação.


O conceito por trás de todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">Terminei esses dias de ler <span lang="pt-BR"><a href="http://www.amazon.com/Here-Comes-Everybody-Organizing-Organizations/dp/1594201536/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1216682140&amp;sr=8-1" target="_blank">Here Comes Everybody</a>, do Clay Shirky, um cara que consegue clarear e dar um sentido bem coerente pra muitos conceitos que pairam por aí neste &#8220;mundo conectado&#8221;. Faço aqui um resumo das partes que achei mais interessantes. Provavalmente nos próximos dias posto uma continuação.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span id="more-114"></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">O conceito por trás de todo o livro é o &#8216;colapso do custo das transações&#8217;. Traduzindo, é o fenômeno que acontece quanto algo muito difícil ou trabalhoso e de repente se torna simples e trivial. Em comparação com os anos pré-internet, o custo e o esforço para se formar grupos coordenados, por exemplo, foi reduzido brutalmente. Por isso a auto-organização de pessoas em conjunto por todo o mundo começou a pipocar como nunca.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Shirky diz que antigamente, quem debatia o papel das organizações via apenas dois caminhos para se concluir uma tarefa: um esforço comandado pelo Estado, com um plano para resolver o problema; ou a livre competição do mercado. Levava-se em conta a premissa de que as pessoas não tinham como se auto-organizar de uma hora pra outra. Era verdade, mas agora mudou.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Ele enumera uma &#8220;escada&#8221; de atividades que os grupos auto-organizados têm conseguido realizar usando ferramentas sociais, as catalisadoras destes movimentos:</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Compartilhamento</span><span lang="pt-BR"> é o modelo que cria menos demandas para os participantes. Colocar suas fotos no Flickr para que todos vejam é uma forma de compartilhar.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Cooperação é o segundo degrau, e é mais complicado do que apenas compartilhar, porque exige que você mude seu comportamento para sincronizá-lo com o de pessoas que também mudam seus próprios comportamentos para cooperar com você. Diferente do compartilhamento, a cooperação cria um senso de grupo &#8211; você sabe com quem coopera. A conversa &#8211; por comunicadores instantâneos ou e-mail &#8211; é a forma mais comum de cooperação, diz Shirky. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Produção colaborativa</span><span lang="pt-BR"> é uma maneira ainda mais engajada de cooperação. Aumenta a tensão entre os objetivos individuais e os do grupo. A maior diferença entre produção colaborativa e compartilhamento de informação é que a primeira exige que o grupo tome certas decisões em conjunto. É a argumentação e a guerra de edição que acontecem na Wikipédia.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Ação coletiva</span><span lang="pt-BR"> é o terceiro degrau. É o mais difícil, pois exige um grupo coeso que esteja determinado a atingir um objetivo. A união do grupo é essencial para o seu sucesso.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Enquanto o compartilhamento de informação produz <em>percepção compartilhada</em> entre os participantes e a produção colaborativa resulta em <em>criação compartilhada</em>, a ação coletiva cria <em>responsabilidade compartilhada</em>, fundindo a identidade do usuário com a identidade do grupo. Um exemplo de ação coletiva é o desafio à governança, consumidores indignados exigindo seus direitos ou eleitores buscando mudanças na lei. Por tabela, fica claro que existe uma maneira de se perder a batalha.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">No fundo, a principal vantagem dada pelas novas ferramentas sociais é a &#8220;formação ridiculamente simples de grupos&#8221;, nos termos de Seb Paquet.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Todos são produtores de mídia</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">No capítulo que mais enfoca o jornalismo, Clay Shirky conta a história de seu tio Howard, dono de jornal em uma pequena cidade do interior americano. Ele criticava o USA Today, chamando-o de &#8220;TV no papel&#8221;. No fim das contas, o novo jornal não foi uma ameaça tão grande. Chegou a roubar circulação de jornais menores, mas o resultado não foi a catástrofe prevista por muitos.</span></p>
<blockquote>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
</blockquote>
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr"><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">&#8220;O catastrófico foi uma mudança menos visível, porém mais significativa, que já ganhava força no momento em que o USA Today era lançado. A principal ameaça ao Richmond Daily News , e sem dúvida a todos os jornais pequenos e grandes, não era a competição de outros jornais, mas mudanças radicais no ecossistema geral da informação. A idéia de que alguém poderia construir impressoras a quatro cores que rodassem dia e noite era fácil de entender. A idéia de que a transmissão de notícias via papel poderia se tornar uma má idéia, de que todas aquelas impressoras enormes e barulhentas pudessem ser como locomotivas a vapor na era da combustão interna era quase impossível de se perceber. Howard poderia imaginar alguém fazendo o que ele fazia, porém melhor. O que ele não podia imaginar é alguém tornando </span><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">obsoleto </span><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">o que ele fazia.&#8221;</span></p>
<blockquote>
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr">
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr">
</blockquote>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Shirky segue dizendo que muitas pessoas no ramo dos jornais não entenderam a importância da internet. Talvez por um narcisismo da profissão, argumenta, a produção feita por não-profissionais não era algo a ser levado a sério.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Ele busca entender o que originou a profissão de jornalista, e se depara com conceitos fundamentais que nem sempre nos lembramos. Um deles é que uma profissão existe para resolver um problema que exija especialização. Dirigir carros de corrida é coisa para pilotos profissionais. Dirigir um carro comum não exige que a pessoa tenha uma nova profissão, é relativamente simples.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Outras profissões existem para gerenciar algum recurso escasso. Bibliotecários organizam livros nas prateleiras, executivos de jornal decidem o que vai na primeira página. Aí surgem os <em>gatekeepers</em>.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Uma profissão também é definida pelas regras que devem ser seguidas por seus membros e suas relações de fiscalização com os colegas. E daí surge o código de ética dos jornalistas e outras normas de conduta.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">A viabilidade comercial do produto jornalístico e a tecnologia utilizada também influenciam no comportamento do profissional. <span lang="pt-BR">Mesmo com a introdução do rádio e da TV, os jornais mantinham o monopólio da palavra escrita na hora de informar as pessoas das notícias do dia &#8211; até o surgimento da web. A web não introduziu um novo competidor no antigo ecossistema, como havia feito o USA Today. <strong>A web criou um novo ecossistema.</strong></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Embora seja um modelo estável e tradicional, se pensarmos bem não há muita conexão entre os elementos presentes em um jornal. Resultados de futebol, notícias de política, horóscopo e classificados em um <em>&#8220;amontoado idiossincrático&#8221;</em>. O que segura um jornal é, primeiro, o custo do papel, tinta e distribuição. Um jornal é qualquer grupo de itens impressos que um editor consiga amontoar em conjunto e entregar lucrativamente.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">O corolário também é verdade: não entra no jornal o que for muito caro para se imprimir e entregar. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr"><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">&#8220;A velha barganha do jornal &#8211; notícias internacionais junto com horóscopo e anúncios de pizzaria &#8211; acabou. O futuro apresentado pela internet é a massificação do amadorismo na publicação e uma troca de &#8216;Por que publicar isto?&#8217; para &#8216;Por que não?&#8217;</span></p>
<blockquote>
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr">
</blockquote>
<p>Falhar hoje custa muito pouco. Fazer algo ruim não prejudica ninguém e nem dá prejuízo. Por isso a regra das ferramentas sociais que mais crescem é essa: produzir primeiro e filtrar depois. Mais detalhes no próximo post.</p>
<p><strong>Atualização:</strong> <a href="http://www.pedrovalente.com/2008/08/01/la-vem-todo-mundo-parte-2-o-publico-e-o-privado/">A segunda parte já está disponível aqui</a>.</p>
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		<title>Jornalismo digital de Base de Dados é mesmo novidade?</title>
		<link>http://www.pedrovalente.com/2007/06/21/jornalismo-digital-de-base-de-dados-e-mesmo-novidade/</link>
		<comments>http://www.pedrovalente.com/2007/06/21/jornalismo-digital-de-base-de-dados-e-mesmo-novidade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 14:13:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Idéias]]></category>
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		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi por e-mail a indicação:
Já está disponível para livre acesso on-line  ( e para vendas on  demand a EURO 25,00)  o livro-coletânea Jornalismo Digital de Terceira Geração, que  reúne artigos apresentados durante as &#8220;Jornadas Jornalismo On-line.2005:  Aspectos e Tendências&#8221;.
O download é gratuito.
Via: http://gjol.blogspot.com/2007/06/jornalismo-digital-de-terceira-gerao.html#links
Dei uma olhada no PDF, e à primeira vista a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi por e-mail a indicação:</p>
<blockquote><p>Já está disponível para livre acesso on-line  ( e para vendas on  demand a EURO 25,00)  o livro-coletânea <span style="font-style: italic">Jornalismo Digital de Terceira Geração</span>, que  reúne artigos apresentados durante as &#8220;Jornadas Jornalismo On-line.2005:  Aspectos e Tendências&#8221;.</p>
<p>O download é gratuito.<br />
Via: <a href="http://gjol.blogspot.com/2007/06/jornalismo-digital-de-terceira-gerao.html#links" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)">http://gjol.blogspot.com/2007<wbr></wbr>/06/jornalismo-digital-de<wbr></wbr><script><!-- D(["mb","-terceira-gerao.html#links\u003c/a\>\u003c/div\>\n\u003cp\>\n\u003chr\>\n\n\u003cp\>\u003c/p\>No virus found in this incoming message.\u003cbr\>Checked by AVG Free Edition. \n\u003cbr\>Version: 7.5.472 / Virus Database: 269.9.1/857 - Release Date: 20/6/2007 \n14:18\u003cbr\>\u003cbr\>\n--~--~---------~--~----~------\u003cWBR\>------~-------~--~----~\u003cbr\>\nVocê recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo &quot;EGC - APP Jornalismo&quot; em Grupos do Google. \u003cbr\>  Para postar neste grupo, envie um e-mail para \u003ca href\u003d\"mailto:app_jornalismo@googlegroups.com\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>app_jornalismo@googlegroups.com\u003c/a\> \u003cbr\>  Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para \u003ca href\u003d\"mailto:app_jornalismo-unsubscribe@googlegroups.com\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>app_jornalismo-unsubscribe\u003cWBR\>@googlegroups.com\u003c/a\> \u003cbr\>  Para ver mais opções, visite este grupo em \u003ca href\u003d\"http://groups.google.com/group/app_jornalismo?hl\u003dpt-BR\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>http://groups.google.com/group\u003cWBR\>/app_jornalismo?hl\u003dpt-BR\u003c/a\> \u003cbr\> -~----------~----~----~----~--\u003cWBR\>----~----~------~--~---\u003cbr\>\n\u003c/p\>\u003c/div\>\n\u003cbr\>\n",0] ); D(["ce"]);  //--></script>-terceira-gerao.html#links</a></p></blockquote>
<p>Dei uma olhada no PDF, e à primeira vista a apropriação do termo &#8220;base de dados&#8221; para falar de um modelo de apresentação de conteúdo jornalístico é que saltou aos olhos&#8230;</p>
<p><span id="more-85"></span><br />
A Suzana Barbosa traz várias afirmações coerentes, quando, exemplificando com XML, explica que a separação do conteúdo e da apresentação dão mais flexibilidade na construção de sites.</p>
<p>Mas diz em um momento:</p>
<blockquote style="border-left: 1px solid #cccccc; margin: 0pt 0pt 0pt 0.8ex; padding-left: 1ex" class="gmail_quote"><p><span style="font-style: italic"> &#8220;Para o jornalismo digital, as bases de dados são definidoras da estrutura e da organização das informações, bem como da sua </span><span style="font-weight: bold">apresentação</span>.&#8221;</p></blockquote>
<p>Bases de dados já são recursos bem antigos e estão por trás de praticamente todas as aplicações na web, do google aos blogs. E podem ser usadas de inúmeras formas.</p>
<p>&lt;parêntese&gt;</p>
<p>A clássica estrutura de aplicações web de 3 camadas é composta por 1-Base de dados (ex: MySQL), 2 &#8211; servidor (ex: PHP), 3 &#8211; cliente (HTML+CSS).A estrutura da base de dados &#8211; que não é a melhor para consumo de informação jornalística &#8211; raramente deveria transparecer para o usuário. A função do jornalista deveria ser criar interfaces e uma arquitetura da informação para que o usuário entenda e consiga consultar com eficiência o que está armazenado na BD.</p>
<p>É mais ou menos o que Elias Machado também fala: <span style="font-style: italic">&#8220;cabe ao jornalista participar de modo ativo do desenho destes sistemas complexos de produção e gestão de conteúdos.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-style: italic"></span><span style="font-style: italic"></span></p>
<p>A definicão da Wikipedia:</p>
<blockquote style="border-left: 1px solid #cccccc; margin: 0pt 0pt 0pt 0.8ex; padding-left: 1ex" class="gmail_quote"><p><span style="font-style: italic">&#8220;</span><font style="font-style: italic" size="-1">Bancos de dados (ou bases de dados) são arquivos ou sistemas com uma estrutura regular que organizam informações. Essas estruturas podem ter a forma de uma tabela: cada tabela é composta por linhas e colunas. As informações utilizadas para um mesmo fim são agrupadas em uma base de dados.(&#8230;)   </font><span style="font-style: italic">A apresentação dos dados geralmente é semelhante à de uma </span><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Planilha_eletr%C3%B4nica" style="font-style: italic" title="Planilha eletrônica">planilha eletrônica</a><span style="font-style: italic">&#8220;</span></p></blockquote>
<p>&lt;/parêntese&gt;<br />
A própria Suzana reconhece que desde o final dos anos 90 BDs são usadas por todo lado. Mas conclui destacando uma <span style="font-style: italic">novidade</span>:</p>
<blockquote style="border-left: 1px solid #cccccc; margin: 0pt 0pt 0pt 0.8ex; padding-left: 1ex" class="gmail_quote"><p><span style="font-style: italic">&#8220;Só que, agora, o uso das BDs é orientado por uma outra lógica para a estruturação e </span><span style="font-weight: bold">apresentação</span> das informações.<br style="font-style: italic" />   <span style="font-style: italic">Lógica essa que contempla, como elementos definidores da utilização de bases de dados no jornalismo digital de terceira geração &#8211; segundo a abordagem conceitual apresentada &#8211; as noções de resolução semântica, metadados, relato imersivo ou narrativa multimídia, e jornalismo participativo.&#8221;</span></p></blockquote>
<p>Exercitando a lógica:</p>
<p>a) Se todos concordamos que  as bases de dados são ubíquas no mundo das aplicações web já faz alguns anos,<br />
b) Se as bases de dados são usadas em todo tipo de site, inclusive os jornalísticos,<br />
pode-se concluir que<br />
c) Falar de jornalismo digital feito com BDs não é novidade nenhuma,<br />
d) É sinônimo de qualquer tipo de jornalismo produzido na internet hoje.</p>
<p>Seja jornalismo participativo, narrativa multimídia ou o que for, vai usar bases de dados de uma maneira ou de outra. A não ser que a produção seja artesanal e <span style="font-weight: bold">sem a integração com o sistema</span>. Era assim no Unaberta em 1998, quando criávamos todo dia uma página HTML no frontpage. Quem ainda trabalha dessa maneira &#8211; inclusive usando o Flash como recurso multimídia isolado &#8211; parou no tempo.</p>
<p>Fico me perguntando:<br />
- Se considerarmos bases de dados na definição da Wikipédia, o que seria então o &#8220;jornalismo de Base de Dados&#8221;?<br />
- Quando os autores defendem o formato de BD para &#8220;APRESENTAÇÃO&#8221; de conteúdo, o que significa isso? Dar uma planilha pro leitor?</p>
<p>Na minha humilde e iletrada opinião há uma confusão de conceitos aí &#8211; se bem que tudo é relativo no mundo das comunicações. Cria-se um significado todo especial de Base de Dados para ser usado apenas no jornalismo digital. Se é isso, então não chame de Base de Dados, ora. Confunde mais do que esclarece e dá margem a respostas como essa minha <img src='http://www.pedrovalente.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Suzana também escreve:</p>
<blockquote style="border-left: 1px solid #cccccc; margin: 0pt 0pt 0pt 0.8ex; padding-left: 1ex" class="gmail_quote"><p>&#8220;<span style="font-style: italic">Por outro lado, uma nova metáfora certamente estará configurada numa etapa posterior de desenvolvimento para o jornalismo digital: a quarta geração, </span><span style="font-weight: bold">na qual bases de dados estarão integradas nos sistemas publicadores</span>, assegurando mais agilidade e qualidade à construção das narrativas, por um lado, e, por outro, consolidando um processo industrial de produção nojornalismo digital(Schwingel,2005).&#8221;<br />
<span style="font-style: italic"></span></p></blockquote>
<p><span style="font-style: italic"><br />
</span>Como???? Em 2005, alguém diz: &#8220;<span style="font-style: italic"></span><span style="font-weight: bold">bases de dados estarão integradas nos sistemas publicadores&#8221;?</span><span style="font-style: italic"><br />
</span>Sistemas publicadores estão integrados a bases de dados no mundo inteiro! Não existe um sistema publicador sem base de dados. Por mais tosco que seja, qualquer sistema publicador usa banco de dados &#8211; e isso não é grande coisa!</p>
<p>O importante  é ter &#8220;informação reutilizável&#8221;. Dados que podem ser somados, comparados e integrados entre si &#8211; complementando os grandes blocos de texto que o computador só consegue mostrar e não &#8220;entende&#8221;. Tudo armazenado em banco de dados, óbvio, mas não importa o banco nem a linguagem de programação.</p>
<p>E não vamos apresentar uma planilha igual ao BD pro leitor. TUDO é possível quando se trata de programação de sistemas. Não existe desculpa. O que faltam são idéias para apresentar de forma nova os dados para o público, sem reutilizar formatos limitados pelas tecnologias do passado.</p>
<p>A informação jornalística não deve ser  APRESENTADA ao usuário da mesma maneira que é consultada pelo programador. Qualquer bibliografia de usabilidade deixa isso bem claro. O programador (ou jornalista, ou &#8216;arquiteto da informação&#8217;, o que seja) usa a base de dados e apresenta a informação <span style="font-weight: bold">do jeito que bem entender</span>. A base de dados potencializa a reutilização dos dados e permite formatos que talvez nem sejam considerados jornalismo, mas podem ser mais eficientes na transmissão de informação.</p>
<p>Era isso. Só falo dessas coisas nos corredores, mas acho que pode ser proveitoso discutir. Se falei alguma besteira por favor me corrijam.<br />
Também podem ignorar tudo que eu falei, afinal não está baseado em 250 bibliografias como o artigo da Suzana, apenas em observações do mundo real.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Jornalistas e as APIs de informações de domínio público</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jul 2006 21:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Idéias]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a Wikipédia, uma API é o seguinte:
API, de Application Programming Interface (ou Interface de Programação de Aplicativos) é um conjunto de rotinas e padrões estabelecidos por um software para utilização de suas funcionalidades por programas aplicativos &#8212; isto é: programas que não querem envolver-se em detalhes da implementação do software, mas apenas usar seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/API">Wikipédia</a>, uma API é o seguinte:</p>
<blockquote><p><strong>API</strong>, de <em><strong>Application Programming Interface</strong></em> (ou <strong>Interface de Programação de Aplicativos</strong>) é um conjunto de rotinas e padrões estabelecidos por um <a title="Software" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Software">software</a> para utilização de suas funcionalidades por programas aplicativos &#8212; isto é: programas que não querem envolver-se em detalhes da implementação do software, mas apenas usar seus serviços.</p>
</blockquote>
<p>Traduzindo: é um canal &#8211; uma interface &#8211; para que terceiros consigam conversar com um determinado software (ou com um determinado serviço online), peçam para este software alguma coisa, e recebam uma resposta de volta.</p>
<p>Existem várias APIs funcionando bem por aí. Uma é a do Google Maps. Eu posso, via programação, enviar um pedido para o Google e ele me responde com um mapa mostrando exatamente o lugar que eu pedi.</p>
<p>O flickr também tem uma API interessante. Posso pedir pra ele uma lista de 50 fotos que os usuários tenham descrito com a tag &#8220;vermelho&#8221;, e ele me devolve a listinha.</p>
<p>Se formos fuçar nas áreas para desenvolvedores do Yahoo!, do Google, da Amazon.com e etc, vamos encontrar muitas ferramentas úteis que eles colocam à disposição para qualquer um usar. Notem que nenhuma dessas empresas tem a obrigação de prestar esses serviços, mas fazem porque são úteis e estimulam a inovação.</p>
<p>Nos países onde a informatização dos órgãos públicos é mais avançada, isso já tem dado resultado. No ano passado um prêmio de jornalismo online foi dado a um cara que juntou a API do Google Maps com informações sobre as taxas de criminalidade nas regiões de Chicago. Criou o ChicagoCrime.</p>
<p>Escrevi tudo isso pelo seguinte. Em nome da transparência, da ética e tudo mais, na minha opinião <strong>deveria ser obrigatório para o governo e todos os órgãos públicos liberarem os dados &#8211; que todos já podemos acessar de outras maneiras &#8211; também via APIs</strong>.</p>
<p>Isso facilitaria muito o cruzamento de dados, a detecção de padrões, a atualização automática de sites jornalísticos e incentivaria iniciativas independentes de vigilância e e controle do dinheiro público.</p>
<p>Pode se dizer que informações alcançadas por meio de uma API estão numa linguagem &#8220;de máquina&#8221;. São computadores conversando dos dois lados, e isso abre inúmeras possibilidades, como por exemplo:</p>
<ul>
<li>Qualquer site jornalístico poderia acessar a API do Tribunal Superior Eleitoral e trabalhar em cima dos dados dos candidatos atuais, compará-los com eleições anteriores e ter acesso instantâneo  às apurações de votos (coisa que atualmente exige a instalação de um programa específico).</li>
<li>Poderia-se montar uma câmara dos deputados ou senado virtual, onde ao clicar em cada parlamentar aparece o histórico de votação dele, projetos apresentados, lista de presença e etc.</li>
<li>Informações do IBGE que já são acessíveis pelo site, serviriam como base para estatísticas sobre municípios e estados&#8230;</li>
</ul>
<p>Enfim, são muitas as possibilidades. E é bom ficarmos ligados pra saber aproveitá-las quando as APIs chegarem.</p>
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		<title>WikiMúsica</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2005 21:34:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[E se alguém fizesse um wiki que em vez de alterar o texto que os outros escreveram antes, você adicionasse mais um canal em uma música? Seria uma composição de código aberto, onde o primeiro &#8220;compositor&#8221; pode colocar somente a linha de bateria, um segundo coloca uma guitarra-base, um terceiro o baixo  e por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E se alguém fizesse um wiki que em vez de alterar o texto que os outros escreveram antes, você adicionasse mais um canal em uma música? Seria uma composição de código aberto, onde o primeiro &#8220;compositor&#8221; pode colocar somente a linha de bateria, um segundo coloca uma guitarra-base, um terceiro o baixo  e por aí vai&#8230;</p>
<p>Assim como programas de código aberto, poderiam surgir &#8220;troncos&#8221; ou &#8220;ramificações&#8221; de cada música, evoluindo por caminhos diferentes.</p>
<p>Daria pra baixar a música mixada pelo último que alterou, ter várias mixagens alternativas pra mesma música ou baixar os canais separados. Esses canais também poderiam servir pra alimentar uma base de samples, que por sua vez poderiam ser reaproveitados em outras músicas. Essa seria a condição para participar do site. Tudo que for incluído ali está liberado para uso por qualquer um.</p>
<p>Alguém poderia contribuir com uma letra para a música, aí sim um texto alterado no clássico &#8216;estilo wiki&#8217;, que mais tarde um outro usuário com uma voz legal pode gravar por cima.</p>
<p>A qualquer momento estariam disponíveis as versões anteriores, e comparações para ver o que mudou com a contribuição de cada um. Além dessa versão aberta a todos, pode haver uma restrita a um grupo, viabilizando bandas à distância.</p>
<p>Se não tiver alguma coisa do tipo por aí, bem que alguém com tempo poderia fazer&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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