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	<title>pedro valente &#187; Geral</title>
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	<description>anotações, idéias, projetos...</description>
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		<title>Dados públicos no Hack Day</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 20:13:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não esperava tanta atividade dos hackers em torno de dados públicos, mas felizmente foi isso que aconteceu no Yahoo! Open Hack Day 2010. No início do evento o Chris Heilmann já incentivava o pessoal a buscar problemas do seu dia-a-dia para atacar, enquanto eu, na minha apresentação, falava sobre extrair dados públicos na marra.
Segue [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não esperava tanta atividade dos hackers em torno de dados públicos, mas felizmente foi isso que aconteceu no <a href="http://openhackbrazil.pbworks.com/">Yahoo! Open Hack Day 2010</a>. No início do <a href="http://developer.yahoo.net/blog/archives/2010/03/open_hack_day_brazil_i_dont_want_to_go_back_into_the_rain.html">evento</a> o <a href="http://twitter.com/codepo8">Chris Heilmann</a> já <a href="http://www.slideshare.net/cheilmann/building-web-applications-using-the-web">incentivava o pessoal</a> a buscar problemas do seu dia-a-dia para atacar, enquanto eu, <a href="http://www.slideshare.net/pedrovalente/extraindo-dados-pblicos-na-marra-3489351">na minha apresentação</a>, falava sobre extrair dados públicos na marra.</p>
<p>Segue uma lista dos hacks que utilizaram dados públicos e que foram apresentados no HackDay.</p>
<p><strong>Infraero Parser<br />
<a href="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2010/03/infraero1.png"><img class="alignnone size-full wp-image-214" title="infraero" src="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2010/03/infraero1.png" alt="" width="650" height="120" /></a></strong></p>
<p>O <a href="http://twitter.com/daniloefbento">Danilão</a> chegou atrasado no hackday e me pediu um desafio que envolvesse dados públicos. Falei pra ele:</p>
<blockquote><p>- Se você conseguir tirar os dados da <a href="http://www.infraero.gov.br/">Infraero</a>, te pago uma cerveja!</p></blockquote>
<p>Ele topou o desafio e <a href="http://test1.bento.eti.br/infraero/">conseguiu parsear o site</a>. Ainda por cima ganhou o prêmio de melhor hack na categoria &#8220;relevância pública&#8221;, criada especialmente pelo fato de existirem tantos projetos relacionados a este assunto. Ainda devo a cerveja, mas pagarei feliz da vida.</p>
<p><strong>Meus Postos e GasFinder</strong><br />
<a href="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2010/03/gasfinder.png"><img class="alignnone size-full wp-image-209" title="gasfinder" src="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2010/03/gasfinder.png" alt="" width="650" height="188" /></a><br />
Na minha apresentação eu havia comentado sobre uma visualização em cima da <a href="http://www.anp.gov.br/preco">pesquisa de preços de combustíveis da ANP</a>. O <a href="http://twitter.com/meusgastos">Luciano Camilo</a> surgiu logo depois me mostrando uma iniciativa dele também usando essa mesma fonte de dados. Ele já tem um robô que extrai os dados dessa pesquisa desde 2008 e também transformou sua API para acesso a eles em Open Tables do YQL. Veja o <a href="http://meusgastos.com.br/meuspostos/">site do projeto Meus Postos</a>.</p>
<p>Junto com o <a href="http://twitter.com/otubo">Eduardo Otubo</a>, eles usaram os dados dessa API em uma aplicação para Android, o <a href="https://code.google.com/p/gasfinder/">GasFinder</a>, que mostra no mapa o combustível mais barato na sua redondeza.</p>
<p>Esses dois projetos ganharam o prêmio de Melhor Hack usando o YQL.</p>
<p><strong>Violência em São Paulo</strong><br />
<a href="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2010/03/violenciasp.png"><img class="alignnone size-full wp-image-210" title="violenciasp" src="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2010/03/violenciasp.png" alt="" width="650" height="254" /></a><br />
Uma visualização das estatísticas de criminalidade em São Paulo baseada em endereços. Feita por Luiz Alberto Hespanha, Rafael Henrique Manoel, Marcos Sousa e Wanderlei Souza. <a href="http://violenciasp.appspot.com/">Acesse o hack aqui</a>.</p>
<p><strong>Xerifes do DF</strong><br />
<a href="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2010/03/xerifes1.png"><img class="alignnone size-full wp-image-212" title="xerifes" src="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2010/03/xerifes1.png" alt="" width="650" height="197" /></a><br />
O pessoal do Transparência Hackday também esteve presente e criou um mashup político, mostrando os resultados das eleições no Distrito Federal em um mapa. Interessante observar a porcentagem obtida pelo candidato mais votado em cada zona eleitoral. O projeto <a href="http://eleicoes.mamulti.com/">pode ser acessado aqui</a> e os autores são Bruno Barreto, Pedro Markun e Ricardo Poppi.</p>
<p><strong>Mapeamento de Doenças do Brasil</strong><br />
Estatísticas super completas visualizadas com mapas e gráficos sobre a incidência de doenças no Brasil. Pena que não consegui a URL do projeto pra mostrar. Se alguém souber onde acessar, me dêem um toque. Os autores são Tiago Bojikian, Jonas Albuquerque e Romilson Lemes.</p>
<p><strong>PlaceHacker</strong><br />
O Maurício Maia, insatisfeito com os resultados de lugares em São Paulo fornecidos pelo Placemaker do Yahoo, resolveu criar o seu próprio e acabou vencendo a categoria &#8216;Keep it Local&#8217;. O Placehacker extrai lugares de textos de notícias e usa para contextualizar as notícias em relação ao um mapa. <span style="text-decoration: line-through;">Também não achei a URL pra ele, então me mandem se acharem por aí.</span> Ele não está online, mas o Maurício fez <a href="http://mmaia.tumblr.com/post/470983913/placehacker-minha-participacao-no-yahoo-open-hack-day">um post explicando como foi criar o hack</a>.<span style="text-decoration: line-through;"><br />
</span></p>
<p><strong>Outros hacks</strong><br />
Teve muito mais coisa legal que não usava dados públicos mas que vale a pena dar uma olhada. Veja a <a href="http://meme.yahoo.com/brhackday">conta oficial do brhackday</a> no Meme e a <a href="http://developer.yahoo.com/hacku/show/2010/mar/openhackbrazil">lista completa dos hacks</a> para saber mais.</p>
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		<title>O &#8220;dono&#8221; do produto</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 12:18:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[meme]]></category>
		<category><![CDATA[product owner]]></category>
		<category><![CDATA[scrum]]></category>
		<category><![CDATA[yahoo]]></category>

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		<description><![CDATA[Como alguns de vocês já sabem, estou desde o final de 2008 no Yahoo!, e junto com uma equipe incrível ajudei a criar o Meme, um novo site de light-blogging que está em versão beta.
Entrei no Yahoo! a convite do Antonio, que acabou me citando nesse post ao explicar um pouco sobre o Meme e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como alguns de vocês já sabem, estou desde o final de 2008 no Yahoo!, e junto com uma equipe incrível ajudei a criar o <a href="http://meme.yahoo.com">Meme</a>, um novo site de light-blogging que está em versão beta.</p>
<p>Entrei no Yahoo! a convite do Antonio, que acabou me citando <a href="http://www.acarlos.com.br/blog/2009/09/desenvolvimento-de-produtos-de-forma-incremental/">nesse post</a> ao explicar um pouco sobre o Meme e como foi desenvolvê-lo usando Scrum desde o começo.</p>
<p>Quero contar pra vocês o que é esta função e como eu vim parar aqui.</p>
<p>Meu papel na equipe é de P.O., ou seja, Product Owner, que traduzindo significa &#8220;dono do produto&#8221;. O nome é imponente e sugere uma importância crucial, e essa foi mesmo a minha primeira impressão. Mas não é nada ditatorial, o PO tem é a palavra final na priorização das funcionalidades durante o desenvolvimento.</p>
<p>Eu sempre quis implantar métodos ágeis na TV Cultura, onde estava trabalhando antes, e havia começado a estudar o assunto. Mas confesso que não tinha entendido direito o que um PO faz até ler o <a href="http://www.mountaingoatsoftware.com/books/1-agile-estimating-and-planning">Agile Estimation and Planning</a>, do Mike Cohn.</p>
<p>Quando recebi o convite para vir pro Yahoo!, o Antonio me disse que fui selecionado por ter &#8220;o perfil mais estranho que ele havia encontrado&#8221;. Achei graça, mas deve fazer sentido, eu também conheço <a href="http://twitter.com/zelacerda">pouquíssimas</a> <a href="http://twitter.com/dnmedeiros">pessoas</a> com um perfil similar.</p>
<p><strong>Mas qual é esse perfil? E por que ele se encaixa na função de PO?</strong></p>
<p>Sou jornalista formado, fiz mestrado em engenharia e adoro programar no meu tempo livre.  A multidisciplinaridade sempre me atraiu e por isso acabei &#8211; sem perceber &#8211; durante toda a vida me preparando para exercer esta função que eu eu nem sabia que iria existir.</p>
<p>Não sou tão bom programador quanto os caras da nossa equipe. Eles me põem no chinelo, fácil. Não sou tão bom repórter quanto meu amigos de redação. O texto deles é muito melhor, sem nem fazer força. Mas sou autodidata e fuçador, atiro para todos os lados. E sempre tive a intuição de que isso &#8211; além de ser muito divertido &#8211; ia me servir pra alguma coisa no futuro.</p>
<p>E serviu. A função de PO, conforme explicada nos livros, exige um entendimento das pressões externas do mercado, das demandas internas da empresa e do desenvolvimento diário do produto. Em cima de tudo isso, o PO precisa ter uma visão clara do caminho que o produto deve seguir e priorizar as coisas para que essa visão se concretize.</p>
<p>Óbvio que eu não sabia nada disso ao começar, muito menos como era trabalhar em uma empresa multinacional com 15 mil funcionários. Mas fui aprendendo, entendi a lógica do processo e me adaptei sem grandes traumas. Um ano depois, ficou natural transitar entre discussões sobre refatoração de código e iniciativas de marketing. É corriqueiro passar de brigas sobre design de API a apresentações com planejamento para o ano seguinte.</p>
<p><strong>Em um time, ninguém manda em ninguém</strong></p>
<p>Como estou cercado de gente que sabe mais do que eu em suas especialidades, não sou trouxa de sair decretando o que me vem na telha. Em teoria, o PO tem esse poder, mas eu acho bobagem centralizar tanto assim. Sou obrigado a buscar argumentos convincentes &#8211; técnicos, teóricos ou políticos &#8211; para justificar as decisões do que vai ser feito na seqüência. E assim como posso ser convencido, tento convencer também por meio destes argumentos.</p>
<p>Estar em um time ágil com profissionais de diversas áreas dedicados inteiramente a um produto foi uma novidade que me fez aprender muito. Todos trabalham para entregar o resultado final, e não para concluir a sua parte na linha de produção. A auto-organização e respeito à inteligência do time é essencial. Não existe alguém mandando nos outros para que determinada tarefa seja feita.</p>
<p>O reflexo deste modelo para o PO é que qualquer decisão incomum aos olhos do time vai ser bastante questionada. Estamos todos no mesmo barco, e o fato de termos sucesso ou afundarmos juntos faz com que o grupo queira fazer a coisa certa e seja bastante proativo em relação a isso. Portanto, mais do que ditar a visão a ser seguida, o PO precisa convencer a tripulação a remar pra frente, mostrando por A+B que a direção faz sentido.</p>
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		<title>Cara nova</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 04:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Novo tema no blog, ainda em adaptação.
O mais legal é que tem fontes diferentes sem precisar de Flash, usa o Cufón.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Novo tema no blog, ainda em adaptação.<br />
O mais legal é que tem fontes diferentes sem precisar de Flash, usa o <a href="http://wiki.github.com/sorccu/cufon/about">Cufón</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O telefone-sem-fio sem fim</title>
		<link>http://www.pedrovalente.com/2009/01/06/o-telefone-sem-fio-sem-fim/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 21:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma&#8221;
Lavoisier

Um post recente do @jasper tocou neste assunto, que considero essencial pra evolução da web, e por isso deveria ser tratado com mais esmero do que tem sido por quem mexe com redes sociais: a reciclagem de informação.
No modelo atual de blogs, a informação está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma&#8221;</em><br />
<strong>Lavoisier</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">Um <a href="http://www.naozero.com.br/extreme-mashup">post recente</a> do <a href="http://twitter.com/jasper">@jasper</a> tocou neste assunto, que considero essencial pra evolução da web, e por isso deveria ser tratado com mais esmero do que tem sido por quem mexe com redes sociais: a reciclagem de informação.</p>
<p style="text-align: left;">No modelo atual de blogs, a informação está em um lugar fixo, o Blog, e os usuários pulam de site em site deixando comentários. No modelo da reciclagem de informação, o fragmento de conteúdo, ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme">Meme</a>, é o que se espalha de pessoa a pessoa, no &#8220;boca-a-boca&#8221;. Ele pode receber adendos ou comentários ao ser reproduzido e até ficar como a brincadeira de  telefone sem fio, onde a última versão pode até não ter nada a ver com o original.</p>
<p style="text-align: left;">Isso tudo expõe o contraste entre o modelo antigo de &#8220;publicação+comentários&#8221;  e o modelo emergente de rede social que incentiva a distribuição de Memes.</p>
<p style="text-align: left;">Correntes por email foram as primeiras manifestações desse tipo de transmissão viral de informação na era digital, onde a reprodução e multiplicação não têm mais custo.</p>
<p>Com o tempo, apesar das limitações das ferramentas, os usuários continuaram reproduzindo os outros, em qualquer plataforma que lhes fosse colocada à disposição. No exemplo mais recente, o<a href="http://twitter.com"> Twitter</a>, surgiu o Retweet. Milhões de blogs vivem de copiar e colar o que outros blogs copiaram de outros blogs, muitas vezes sem crédito.  <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tumblelog">Tumblelogs</a> têm botões de <a href="http://tumblr.com">Reblog</a> ou <a href="http://soup.io">Repost</a>. O <a href="http://delicious.com">Delicious</a> tem a sua rede de conhecidos. O <a href="http://weheartit.com">We Heart It</a> é uma rede de distribuição de fotos baseada exclusivamente em &#8220;selos de aprovação&#8221;. O <a href="http://reader.google.com">Google Reader</a> tem o botão de &#8216;Share&#8217; e &#8216;Share with comments&#8217;.  E por aí vai.</p>
<p style="text-align: left;">A reciclagem de informação na internet não é novidade. Mas o apoio explícito de ferramentas a essa prática, dando condições pros usuários citarem e reproduzirem a produção dos outros com facilidade, é uma tendência que vai crescer bastante, sem dúvida.</p>
<p style="text-align: left;">É evidente que conteúdo Retuitado, Repostado ou Reblogado ganha em relevância. Recebe um selo de aprovação de quem o reproduz. É mais relevante ainda para mim se quem deu aval ao conteúdo está perto no meu grafo social.</p>
<p style="text-align: left;">Enfim, é uma área em que eu prestaria bastante atenção em 2009. Vão surgir mais e mais ecossistemas feitos especialmente para o nascimento, reprodução e evolução de Memes. Evolução no sentido Darwiniano mesmo, onde o mais apto sobrevive e as mutações oferecem novas chances de propagação. E estes ecossistemas vão receber organismos selvagens, vindos de toda a internet e também migrar suas crias para outros ambientes, se espalhando por aí.</p>
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		<title>A resposta para a vida, o universo e tudo mais, comofas/</title>
		<link>http://www.pedrovalente.com/2008/11/13/a-resposta-para-a-vida-o-universo-e-tudo-mais-comofas/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 22:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[comofas brhackday08]]></category>

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		<description><![CDATA[Update de 9 de março de 2010: Com a proximidade do Hackday 2010 este post foi desencavado. Faltou dizer que depois de alguns meses o Fasassim ganhou um site próprio em http://comofasbot.appspot.com. Lá também dá pra perguntar diretamente pra ele, num estilo Formspring em http://comofasbot.appspot.com/ask/. Ele funciona 24h e já respondeu mais de 200 mil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Update de 9 de março de 2010:</em></strong><em> Com a proximidade do <a href="http://hackday.com.br">Hackday 2010</a> este post foi desencavado. Faltou dizer que depois de alguns meses o Fasassim ganhou um site próprio em <a href="http://comofasbot.appspot.com ">http://comofasbot.appspot.com</a>. Lá também dá pra perguntar diretamente pra ele, num estilo Formspring em <a href="http://comofasbot.appspot.com/ask/">http://comofasbot.appspot.com/ask/</a>. Ele funciona 24h e já respondeu mais de 200 mil </em>comofases<em> até hoje.</em></p>
<p>No final de semana passado aconteceu o <a href="http://developer.yahoo.net/blog/archives/2008/11/oi_open_hack_da.html">Yahoo! Open Hack Day</a> em São Paulo. Participei junto com umas 200 outras pessoas que inventaram hacks divertidos por 36 horas seguidas sem dormir.</p>
<p>A idéia era fazer alguma mistura de serviços, um mashup para criar um negócio novo que fosse interessante. Uma das idéias que tive foi trazer respostas do <a href="http://br.answers.yahoo.com">Yahoo! Answers</a> para quem perguntasse pelo <a href="http://www.twitter.com">Twitter</a>. Conversando com a <a href="http://twitter.com/rzouain">Roberta Zouain</a>, descobri que ela também havia tido a mesma idéia, mas com uma diferença essencial, aproveitar as perguntas que muita gente já vinha fazendo, o infame &#8220;comofas/&#8221;.</p>
<p>Comofas/ é um jeito cool e moderninho e errado de propósito de escrever &#8220;como faz?&#8221;. É escrito tudo junto porque dá preguiça de apertar a barra de espaço entre as palavras e tem uma barra ao fim porque é o ponto de interrogação, mas sem o shift, que também dava muito trabalho manter pressionado ao digitar outra tecla.</p>
<p>A partir daí já tínhamos a idéia formada, um robô que lesse todos os comofas do Twitter e respondesse puxando do Yahoo! Respostas. Batizamos o monstrinho de &#8220;<a href="http://www.twitter.com/fasassim">@fasassim</a>&#8220;, (faz assim), uma resposta lógica à indagação também no <a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Tiopês">dialeto tiopês</a>.</p>
<p>Em seguida o incansável faixa-preta de Python <a href="http://twitter.com/lhonda">Luiz Honda</a> resolveu se juntar a nós para dar forma ao hack. Às 5 da manhã, depois de assistir Monty Python e o Cálice Sagrado e Homem de Ferro no telão, o @fasassim deu seus primeiros suspiros. E todo o sono que tínhamos acabou, de tanta risada que dávamos com as respostas devolvidas por este oráculo. Ali mesmo o pessoal que estava por perto no twitter também começou a consultá-lo, e logo outras pessoas que nos seguiam vinham perguntar por que diabos todo mundo só escrevia comofas? Faz 4 dias que ele está no ar e já tem 113 seguidores e 509 perguntas respondidas.</p>
<p>Ao final do evento apresentei algumas respostas dele para um auditório que gargalhava incontrolavelmente. Para entender o motivo, pergunte ao @fasassim &#8220;#comofas pra cortar cabelo num domingo?&#8221;. Não concorremos a nenhum prêmio, afinal somos de casa (pra quem não sabe, desde outubro trabalho no Yahoo!), mas foi tudo muito divertido.</p>
<p>Deixo como um exercício para o leitor garimpar boas respostas desse bot (<a href="http://search.twitter.com/search?q=comofas+OR+fasassim">siga em tempo real aqui</a> e veja algumas <a href="http://twitter.com/pedrovalente/favorites">aqui</a> e <a href="http://twitter.com/daniloefbento/favourites">aqui</a>), mas fica o alerta para tomarem cuidado, ele pode soar desbocado, sem noção e um pouco tapado. Tal como um mestre Zen que usa parábolas aparentemente sem sentido para explicar um conceito mais profundo, @fasassim parece nonsense mas não é não. Afinal, soube responder corretamente a pergunta do título deste post: 42.</p>
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		<title>Palestrantes picaretas estão com os dias contados</title>
		<link>http://www.pedrovalente.com/2008/10/21/palestrantes-picaretas-estao-com-os-dias-contados/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 18:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[backchannel]]></category>
		<category><![CDATA[nbc08]]></category>
		<category><![CDATA[powerpoint]]></category>

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		<description><![CDATA[Um fenômeno bem interessante tem acontecido em várias conferências, principalmente as relacionadas com tecnologia, que têm maior número de pessoas conectadas: a crítica em tempo real aos palestrantes picaretas.
A autoridade de quem está no palco não é mais um fato indiscutível, é algo a ser conquistado slide a slide. Se o palestrante pisa na bola [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um fenômeno bem interessante tem acontecido em várias conferências, principalmente as relacionadas com tecnologia, que têm maior número de pessoas conectadas: a crítica em tempo real aos palestrantes picaretas.</p>
<p>A autoridade de quem está no palco não é mais um fato indiscutível, é algo a ser conquistado slide a slide. Se o palestrante pisa na bola ou repete obviedades, a turma do fundão esculacha. É muito divertido ver isso acontecer, e hoje tenho acompanhado no twitter com a tag #nbc08. Por exemplo:</p>
<blockquote><p><strong><a title="Rafael Ziggy" href="http://twitter.com/simviral">simviral</a></strong> <span class="entry-content"> #nbc08 já começo a ouvir resmungos e suspiros impacientes da platéia.</span></p>
<p><strong><a title="Luli Radfahrer" href="http://twitter.com/radfahrer">radfahrer</a></strong> <span class="entry-content"> #nbc08 entendi! Esses caras são a desculpa que a organização do evento precisa para descontar o evento do Imposto de Renda.</span></p></blockquote>
<p>Além de usar tags no twitter, várias ferramentas permitem a criação dessas conversas paralelas, também conhecidas como &#8220;backchannels&#8221;. Praticamente todo &#8220;evento&#8221; que se preze tem algum tipo de ferramenta pra isso. Se não tem, os usuários inventam. Até o IRC serve.</p>
<p>Essa emergência do senso crítico coletivo em relação ao que é apresentado é uma mudança muito bem vinda na dinâmica sacal de powerpoints intermináveis. Pelo menos agora quem se incomoda tem companhia e pode fazer piada e se distrair com coisa melhor.</p>
<p>Por isso não se surpreenda se no próximo evento, quando você estiver quase pegando no sono, todo mundo com um laptop comece a dar risada ao mesmo tempo, sem ter nada a ver com a apresentação lá na frente.</p>
<p>Agora é esperar que os palestrantes mais espertos comecem a usar esses comentários pra melhorar suas apresentações e entender onde erraram para agradar a turma do fundão.</p>
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		<title>Gerador de nomes de ruas do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 06:06:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de três dias no Rio e vários chopes, acho que entendi o processo de criação dos nomes de ruas da Cidade Maravilhosa.
O resultado está aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de três dias no Rio e vários chopes, acho que entendi o processo de criação dos nomes de ruas da Cidade Maravilhosa.</p>
<p><a href="/projetos/ruas.html">O resultado está aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gerador de logotipos-chavão</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 02:35:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[homem-chavão logotipos gerador design-trends]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei o php desse gerador nos meus backups e resolvi colocá-lo de volta em funcionamento. Foi feito nos idos de 2003 pro falecido site do Homem Chavão por mim e pelo Zé Lacerda.

 Recarregue a página para gerar um novo logotipo
As cores e o &#8220;swoosh&#8221; são criados aleatoriamente. Os nomes das empresas são sorteados entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei o php desse gerador nos meus backups e resolvi colocá-lo de volta em funcionamento. Foi feito nos idos de 2003 pro falecido site do Homem Chavão por mim e pelo Zé Lacerda.<br />
<span id="logohc" class="aligncenter"><img src="/projetos/logotipos-hc.php" alt="" /></span><br />
<a href="http://www.pedrovalente.com/?p=129"> Recarregue a página para gerar um novo logotipo</a></p>
<p>As cores e o &#8220;swoosh&#8221; são criados aleatoriamente. Os nomes das empresas são sorteados entre listas de prefixos e sufixos. Só as fontes originais é que eram um pouco melhores e não consegui recuperar, pelo backup ser ainda uma versão menos aprimorada da que foi ao ar.</p>
<p>Não sei se é verdade, mas já ouvi a história que tinha um cara levando a sério e usando esta ferramenta pra encontrar um nome para a sua empresa.</p>
<p>Um jeito menos chato de ver novos logotipos é <a href="http://pedrovalente.com/projetos/logotipos-hc.php">abrir direto a imagem</a> e ficar apertando F5.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A dissertação</title>
		<link>http://www.pedrovalente.com/2008/08/22/a-dissertacao/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 21:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mapas]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista-programador]]></category>

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		<description><![CDATA[Já faz mais de um ano que defendi, mas agora lembrei que ela não está online em lugar nenhum.
Pra quem tiver paciência, tá aqui o PDF da minha dissertação, sobre &#8220;Aplicações híbridas para a criação de conteúdo jornalístico na internet&#8221;. O curso foi o de Engenharia e Gestão do Conhecimento, na Universidade Federal de Santa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2008/08/dissertacao_pedro_valente.pdf"></a>Já faz mais de um ano que defendi, mas agora lembrei que ela não está online em lugar nenhum.</p>
<p>Pra quem tiver paciência, <a href="http://www.pedrovalente.com/wp-content/uploads/2008/08/dissertacao_pedro_valente.pdf">tá aqui o PDF da minha dissertação, sobre &#8220;Aplicações híbridas para a criação de conteúdo jornalístico na internet&#8221;</a>. O curso foi o de Engenharia e Gestão do Conhecimento, na Universidade Federal de Santa Catarina.</p>
<p>Reli uns pedaços hoje e vi que muitas coisas que escrevo aqui no blog eu já tinha escrito nela.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lá vem todo mundo (parte 1)</title>
		<link>http://www.pedrovalente.com/2008/07/21/la-vem-todo-mundo-parte-1/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 23:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhamento]]></category>
		<category><![CDATA[cooperação]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminei esses dias de ler Here Comes Everybody, do Clay Shirky, um cara que consegue clarear e dar um sentido bem coerente pra muitos conceitos que pairam por aí neste &#8220;mundo conectado&#8221;. Faço aqui um resumo das partes que achei mais interessantes. Provavalmente nos próximos dias posto uma continuação.


O conceito por trás de todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">Terminei esses dias de ler <span lang="pt-BR"><a href="http://www.amazon.com/Here-Comes-Everybody-Organizing-Organizations/dp/1594201536/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1216682140&amp;sr=8-1" target="_blank">Here Comes Everybody</a>, do Clay Shirky, um cara que consegue clarear e dar um sentido bem coerente pra muitos conceitos que pairam por aí neste &#8220;mundo conectado&#8221;. Faço aqui um resumo das partes que achei mais interessantes. Provavalmente nos próximos dias posto uma continuação.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span id="more-114"></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">O conceito por trás de todo o livro é o &#8216;colapso do custo das transações&#8217;. Traduzindo, é o fenômeno que acontece quanto algo muito difícil ou trabalhoso e de repente se torna simples e trivial. Em comparação com os anos pré-internet, o custo e o esforço para se formar grupos coordenados, por exemplo, foi reduzido brutalmente. Por isso a auto-organização de pessoas em conjunto por todo o mundo começou a pipocar como nunca.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Shirky diz que antigamente, quem debatia o papel das organizações via apenas dois caminhos para se concluir uma tarefa: um esforço comandado pelo Estado, com um plano para resolver o problema; ou a livre competição do mercado. Levava-se em conta a premissa de que as pessoas não tinham como se auto-organizar de uma hora pra outra. Era verdade, mas agora mudou.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Ele enumera uma &#8220;escada&#8221; de atividades que os grupos auto-organizados têm conseguido realizar usando ferramentas sociais, as catalisadoras destes movimentos:</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Compartilhamento</span><span lang="pt-BR"> é o modelo que cria menos demandas para os participantes. Colocar suas fotos no Flickr para que todos vejam é uma forma de compartilhar.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Cooperação é o segundo degrau, e é mais complicado do que apenas compartilhar, porque exige que você mude seu comportamento para sincronizá-lo com o de pessoas que também mudam seus próprios comportamentos para cooperar com você. Diferente do compartilhamento, a cooperação cria um senso de grupo &#8211; você sabe com quem coopera. A conversa &#8211; por comunicadores instantâneos ou e-mail &#8211; é a forma mais comum de cooperação, diz Shirky. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Produção colaborativa</span><span lang="pt-BR"> é uma maneira ainda mais engajada de cooperação. Aumenta a tensão entre os objetivos individuais e os do grupo. A maior diferença entre produção colaborativa e compartilhamento de informação é que a primeira exige que o grupo tome certas decisões em conjunto. É a argumentação e a guerra de edição que acontecem na Wikipédia.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Ação coletiva</span><span lang="pt-BR"> é o terceiro degrau. É o mais difícil, pois exige um grupo coeso que esteja determinado a atingir um objetivo. A união do grupo é essencial para o seu sucesso.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Enquanto o compartilhamento de informação produz <em>percepção compartilhada</em> entre os participantes e a produção colaborativa resulta em <em>criação compartilhada</em>, a ação coletiva cria <em>responsabilidade compartilhada</em>, fundindo a identidade do usuário com a identidade do grupo. Um exemplo de ação coletiva é o desafio à governança, consumidores indignados exigindo seus direitos ou eleitores buscando mudanças na lei. Por tabela, fica claro que existe uma maneira de se perder a batalha.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">No fundo, a principal vantagem dada pelas novas ferramentas sociais é a &#8220;formação ridiculamente simples de grupos&#8221;, nos termos de Seb Paquet.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR">Todos são produtores de mídia</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">No capítulo que mais enfoca o jornalismo, Clay Shirky conta a história de seu tio Howard, dono de jornal em uma pequena cidade do interior americano. Ele criticava o USA Today, chamando-o de &#8220;TV no papel&#8221;. No fim das contas, o novo jornal não foi uma ameaça tão grande. Chegou a roubar circulação de jornais menores, mas o resultado não foi a catástrofe prevista por muitos.</span></p>
<blockquote>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
</blockquote>
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr"><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">&#8220;O catastrófico foi uma mudança menos visível, porém mais significativa, que já ganhava força no momento em que o USA Today era lançado. A principal ameaça ao Richmond Daily News , e sem dúvida a todos os jornais pequenos e grandes, não era a competição de outros jornais, mas mudanças radicais no ecossistema geral da informação. A idéia de que alguém poderia construir impressoras a quatro cores que rodassem dia e noite era fácil de entender. A idéia de que a transmissão de notícias via papel poderia se tornar uma má idéia, de que todas aquelas impressoras enormes e barulhentas pudessem ser como locomotivas a vapor na era da combustão interna era quase impossível de se perceber. Howard poderia imaginar alguém fazendo o que ele fazia, porém melhor. O que ele não podia imaginar é alguém tornando </span><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">obsoleto </span><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">o que ele fazia.&#8221;</span></p>
<blockquote>
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr">
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr">
</blockquote>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Shirky segue dizendo que muitas pessoas no ramo dos jornais não entenderam a importância da internet. Talvez por um narcisismo da profissão, argumenta, a produção feita por não-profissionais não era algo a ser levado a sério.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Ele busca entender o que originou a profissão de jornalista, e se depara com conceitos fundamentais que nem sempre nos lembramos. Um deles é que uma profissão existe para resolver um problema que exija especialização. Dirigir carros de corrida é coisa para pilotos profissionais. Dirigir um carro comum não exige que a pessoa tenha uma nova profissão, é relativamente simples.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Outras profissões existem para gerenciar algum recurso escasso. Bibliotecários organizam livros nas prateleiras, executivos de jornal decidem o que vai na primeira página. Aí surgem os <em>gatekeepers</em>.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Uma profissão também é definida pelas regras que devem ser seguidas por seus membros e suas relações de fiscalização com os colegas. E daí surge o código de ética dos jornalistas e outras normas de conduta.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">A viabilidade comercial do produto jornalístico e a tecnologia utilizada também influenciam no comportamento do profissional. <span lang="pt-BR">Mesmo com a introdução do rádio e da TV, os jornais mantinham o monopólio da palavra escrita na hora de informar as pessoas das notícias do dia &#8211; até o surgimento da web. A web não introduziu um novo competidor no antigo ecossistema, como havia feito o USA Today. <strong>A web criou um novo ecossistema.</strong></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">Embora seja um modelo estável e tradicional, se pensarmos bem não há muita conexão entre os elementos presentes em um jornal. Resultados de futebol, notícias de política, horóscopo e classificados em um <em>&#8220;amontoado idiossincrático&#8221;</em>. O que segura um jornal é, primeiro, o custo do papel, tinta e distribuição. Um jornal é qualquer grupo de itens impressos que um editor consiga amontoar em conjunto e entregar lucrativamente.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr"><span lang="pt-BR">O corolário também é verdade: não entra no jornal o que for muito caro para se imprimir e entregar. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin-bottom: 0in; margin-top: 0in; margin-right: 0in;" dir="ltr">
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr"><span style="font-style: italic;" lang="pt-BR">&#8220;A velha barganha do jornal &#8211; notícias internacionais junto com horóscopo e anúncios de pizzaria &#8211; acabou. O futuro apresentado pela internet é a massificação do amadorismo na publicação e uma troca de &#8216;Por que publicar isto?&#8217; para &#8216;Por que não?&#8217;</span></p>
<blockquote>
<p style="margin: 0in 0in 0in 0.5in;" dir="ltr">
</blockquote>
<p>Falhar hoje custa muito pouco. Fazer algo ruim não prejudica ninguém e nem dá prejuízo. Por isso a regra das ferramentas sociais que mais crescem é essa: produzir primeiro e filtrar depois. Mais detalhes no próximo post.</p>
<p><strong>Atualização:</strong> <a href="http://www.pedrovalente.com/2008/08/01/la-vem-todo-mundo-parte-2-o-publico-e-o-privado/">A segunda parte já está disponível aqui</a>.</p>
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