O “dono” do produto

Como alguns de vocês já sabem, estou desde o final de 2008 no Yahoo!, e junto com uma equipe incrível ajudei a criar o Meme, um novo site de light-blogging que está em versão beta.

Entrei no Yahoo! a convite do Antonio, que acabou me citando nesse post ao explicar um pouco sobre o Meme e como foi desenvolvê-lo usando Scrum desde o começo.

Quero contar pra vocês o que é esta função e como eu vim parar aqui.

Meu papel na equipe é de P.O., ou seja, Product Owner, que traduzindo significa “dono do produto”. O nome é imponente e sugere uma importância crucial, e essa foi mesmo a minha primeira impressão. Mas não é nada ditatorial, o PO tem é a palavra final na priorização das funcionalidades durante o desenvolvimento.

Eu sempre quis implantar métodos ágeis na TV Cultura, onde estava trabalhando antes, e havia começado a estudar o assunto. Mas confesso que não tinha entendido direito o que um PO faz até ler o Agile Estimation and Planning, do Mike Cohn.

Quando recebi o convite para vir pro Yahoo!, o Antonio me disse que fui selecionado por ter “o perfil mais estranho que ele havia encontrado”. Achei graça, mas deve fazer sentido, eu também conheço pouquíssimas pessoas com um perfil similar.

Mas qual é esse perfil? E por que ele se encaixa na função de PO?

Sou jornalista formado, fiz mestrado em engenharia e adoro programar no meu tempo livre.  A multidisciplinaridade sempre me atraiu e por isso acabei – sem perceber – durante toda a vida me preparando para exercer esta função que eu eu nem sabia que iria existir.

Não sou tão bom programador quanto os caras da nossa equipe. Eles me põem no chinelo, fácil. Não sou tão bom repórter quanto meu amigos de redação. O texto deles é muito melhor, sem nem fazer força. Mas sou autodidata e fuçador, atiro para todos os lados. E sempre tive a intuição de que isso – além de ser muito divertido – ia me servir pra alguma coisa no futuro.

E serviu. A função de PO, conforme explicada nos livros, exige um entendimento das pressões externas do mercado, das demandas internas da empresa e do desenvolvimento diário do produto. Em cima de tudo isso, o PO precisa ter uma visão clara do caminho que o produto deve seguir e priorizar as coisas para que essa visão se concretize.

Óbvio que eu não sabia nada disso ao começar, muito menos como era trabalhar em uma empresa multinacional com 15 mil funcionários. Mas fui aprendendo, entendi a lógica do processo e me adaptei sem grandes traumas. Um ano depois, ficou natural transitar entre discussões sobre refatoração de código e iniciativas de marketing. É corriqueiro passar de brigas sobre design de API a apresentações com planejamento para o ano seguinte.

Em um time, ninguém manda em ninguém

Como estou cercado de gente que sabe mais do que eu em suas especialidades, não sou trouxa de sair decretando o que me vem na telha. Em teoria, o PO tem esse poder, mas eu acho bobagem centralizar tanto assim. Sou obrigado a buscar argumentos convincentes – técnicos, teóricos ou políticos – para justificar as decisões do que vai ser feito na seqüência. E assim como posso ser convencido, tento convencer também por meio destes argumentos.

Estar em um time ágil com profissionais de diversas áreas dedicados inteiramente a um produto foi uma novidade que me fez aprender muito. Todos trabalham para entregar o resultado final, e não para concluir a sua parte na linha de produção. A auto-organização e respeito à inteligência do time é essencial. Não existe alguém mandando nos outros para que determinada tarefa seja feita.

O reflexo deste modelo para o PO é que qualquer decisão incomum aos olhos do time vai ser bastante questionada. Estamos todos no mesmo barco, e o fato de termos sucesso ou afundarmos juntos faz com que o grupo queira fazer a coisa certa e seja bastante proativo em relação a isso. Portanto, mais do que ditar a visão a ser seguida, o PO precisa convencer a tripulação a remar pra frente, mostrando por A+B que a direção faz sentido.

Fevereiro 22, 2010

Cara nova

Novo tema no blog, ainda em adaptação.
O mais legal é que tem fontes diferentes sem precisar de Flash, usa o Cufón.

Fevereiro 22, 2010

O telefone-sem-fio sem fim

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”
Lavoisier

Um post recente do @jasper tocou neste assunto, que considero essencial pra evolução da web, e por isso deveria ser tratado com mais esmero do que tem sido por quem mexe com redes sociais: a reciclagem de informação.

No modelo atual de blogs, a informação está em um lugar fixo, o Blog, e os usuários pulam de site em site deixando comentários. No modelo da reciclagem de informação, o fragmento de conteúdo, ou Meme, é o que se espalha de pessoa a pessoa, no “boca-a-boca”. Ele pode receber adendos ou comentários ao ser reproduzido e até ficar como a brincadeira de  telefone sem fio, onde a última versão pode até não ter nada a ver com o original.

Isso tudo expõe o contraste entre o modelo antigo de “publicação+comentários”  e o modelo emergente de rede social que incentiva a distribuição de Memes.

Correntes por email foram as primeiras manifestações desse tipo de transmissão viral de informação na era digital, onde a reprodução e multiplicação não têm mais custo.

Com o tempo, apesar das limitações das ferramentas, os usuários continuaram reproduzindo os outros, em qualquer plataforma que lhes fosse colocada à disposição. No exemplo mais recente, o Twitter, surgiu o Retweet. Milhões de blogs vivem de copiar e colar o que outros blogs copiaram de outros blogs, muitas vezes sem crédito.  Tumblelogs têm botões de Reblog ou Repost. O Delicious tem a sua rede de conhecidos. O We Heart It é uma rede de distribuição de fotos baseada exclusivamente em “selos de aprovação”. O Google Reader tem o botão de ‘Share’ e ‘Share with comments’.  E por aí vai.

A reciclagem de informação na internet não é novidade. Mas o apoio explícito de ferramentas a essa prática, dando condições pros usuários citarem e reproduzirem a produção dos outros com facilidade, é uma tendência que vai crescer bastante, sem dúvida.

É evidente que conteúdo Retuitado, Repostado ou Reblogado ganha em relevância. Recebe um selo de aprovação de quem o reproduz. É mais relevante ainda para mim se quem deu aval ao conteúdo está perto no meu grafo social.

Enfim, é uma área em que eu prestaria bastante atenção em 2009. Vão surgir mais e mais ecossistemas feitos especialmente para o nascimento, reprodução e evolução de Memes. Evolução no sentido Darwiniano mesmo, onde o mais apto sobrevive e as mutações oferecem novas chances de propagação. E estes ecossistemas vão receber organismos selvagens, vindos de toda a internet e também migrar suas crias para outros ambientes, se espalhando por aí.

Janeiro 6, 2009

A resposta para a vida, o universo e tudo mais, comofas/

Update de 9 de março de 2010: Com a proximidade do Hackday 2010 este post foi desencavado. Faltou dizer que depois de alguns meses o Fasassim ganhou um site próprio em http://comofasbot.appspot.com. Lá também dá pra perguntar diretamente pra ele, num estilo Formspring em http://comofasbot.appspot.com/ask/. Ele funciona 24h e já respondeu mais de 200 mil comofases até hoje.

No final de semana passado aconteceu o Yahoo! Open Hack Day em São Paulo. Participei junto com umas 200 outras pessoas que inventaram hacks divertidos por 36 horas seguidas sem dormir.

A idéia era fazer alguma mistura de serviços, um mashup para criar um negócio novo que fosse interessante. Uma das idéias que tive foi trazer respostas do Yahoo! Answers para quem perguntasse pelo Twitter. Conversando com a Roberta Zouain, descobri que ela também havia tido a mesma idéia, mas com uma diferença essencial, aproveitar as perguntas que muita gente já vinha fazendo, o infame “comofas/”.

Comofas/ é um jeito cool e moderninho e errado de propósito de escrever “como faz?”. É escrito tudo junto porque dá preguiça de apertar a barra de espaço entre as palavras e tem uma barra ao fim porque é o ponto de interrogação, mas sem o shift, que também dava muito trabalho manter pressionado ao digitar outra tecla.

A partir daí já tínhamos a idéia formada, um robô que lesse todos os comofas do Twitter e respondesse puxando do Yahoo! Respostas. Batizamos o monstrinho de “@fasassim“, (faz assim), uma resposta lógica à indagação também no dialeto tiopês.

Em seguida o incansável faixa-preta de Python Luiz Honda resolveu se juntar a nós para dar forma ao hack. Às 5 da manhã, depois de assistir Monty Python e o Cálice Sagrado e Homem de Ferro no telão, o @fasassim deu seus primeiros suspiros. E todo o sono que tínhamos acabou, de tanta risada que dávamos com as respostas devolvidas por este oráculo. Ali mesmo o pessoal que estava por perto no twitter também começou a consultá-lo, e logo outras pessoas que nos seguiam vinham perguntar por que diabos todo mundo só escrevia comofas? Faz 4 dias que ele está no ar e já tem 113 seguidores e 509 perguntas respondidas.

Ao final do evento apresentei algumas respostas dele para um auditório que gargalhava incontrolavelmente. Para entender o motivo, pergunte ao @fasassim “#comofas pra cortar cabelo num domingo?”. Não concorremos a nenhum prêmio, afinal somos de casa (pra quem não sabe, desde outubro trabalho no Yahoo!), mas foi tudo muito divertido.

Deixo como um exercício para o leitor garimpar boas respostas desse bot (siga em tempo real aqui e veja algumas aqui e aqui), mas fica o alerta para tomarem cuidado, ele pode soar desbocado, sem noção e um pouco tapado. Tal como um mestre Zen que usa parábolas aparentemente sem sentido para explicar um conceito mais profundo, @fasassim parece nonsense mas não é não. Afinal, soube responder corretamente a pergunta do título deste post: 42.

Novembro 13, 2008

Palestrantes picaretas estão com os dias contados

Um fenômeno bem interessante tem acontecido em várias conferências, principalmente as relacionadas com tecnologia, que têm maior número de pessoas conectadas: a crítica em tempo real aos palestrantes picaretas.

A autoridade de quem está no palco não é mais um fato indiscutível, é algo a ser conquistado slide a slide. Se o palestrante pisa na bola ou repete obviedades, a turma do fundão esculacha. É muito divertido ver isso acontecer, e hoje tenho acompanhado no twitter com a tag #nbc08. Por exemplo:

simviral #nbc08 já começo a ouvir resmungos e suspiros impacientes da platéia.

radfahrer #nbc08 entendi! Esses caras são a desculpa que a organização do evento precisa para descontar o evento do Imposto de Renda.

Além de usar tags no twitter, várias ferramentas permitem a criação dessas conversas paralelas, também conhecidas como “backchannels”. Praticamente todo “evento” que se preze tem algum tipo de ferramenta pra isso. Se não tem, os usuários inventam. Até o IRC serve.

Essa emergência do senso crítico coletivo em relação ao que é apresentado é uma mudança muito bem vinda na dinâmica sacal de powerpoints intermináveis. Pelo menos agora quem se incomoda tem companhia e pode fazer piada e se distrair com coisa melhor.

Por isso não se surpreenda se no próximo evento, quando você estiver quase pegando no sono, todo mundo com um laptop comece a dar risada ao mesmo tempo, sem ter nada a ver com a apresentação lá na frente.

Agora é esperar que os palestrantes mais espertos comecem a usar esses comentários pra melhorar suas apresentações e entender onde erraram para agradar a turma do fundão.

Outubro 21, 2008

Gerador de nomes de ruas do Rio de Janeiro

Depois de três dias no Rio e vários chopes, acho que entendi o processo de criação dos nomes de ruas da Cidade Maravilhosa.

O resultado está aqui.

Setembro 21, 2008

Gerador de logotipos-chavão

Encontrei o php desse gerador nos meus backups e resolvi colocá-lo de volta em funcionamento. Foi feito nos idos de 2003 pro falecido site do Homem Chavão por mim e pelo Zé Lacerda.

Recarregue a página para gerar um novo logotipo

As cores e o “swoosh” são criados aleatoriamente. Os nomes das empresas são sorteados entre listas de prefixos e sufixos. Só as fontes originais é que eram um pouco melhores e não consegui recuperar, pelo backup ser ainda uma versão menos aprimorada da que foi ao ar.

Não sei se é verdade, mas já ouvi a história que tinha um cara levando a sério e usando esta ferramenta pra encontrar um nome para a sua empresa.

Um jeito menos chato de ver novos logotipos é abrir direto a imagem e ficar apertando F5.

Setembro 2, 2008

A dissertação

Já faz mais de um ano que defendi, mas agora lembrei que ela não está online em lugar nenhum.

Pra quem tiver paciência, tá aqui o PDF da minha dissertação, sobre “Aplicações híbridas para a criação de conteúdo jornalístico na internet”. O curso foi o de Engenharia e Gestão do Conhecimento, na Universidade Federal de Santa Catarina.

Reli uns pedaços hoje e vi que muitas coisas que escrevo aqui no blog eu já tinha escrito nela.

Agosto 22, 2008

Lá vem todo mundo (parte 1)

Terminei esses dias de ler Here Comes Everybody, do Clay Shirky, um cara que consegue clarear e dar um sentido bem coerente pra muitos conceitos que pairam por aí neste “mundo conectado”. Faço aqui um resumo das partes que achei mais interessantes. Provavalmente nos próximos dias posto uma continuação.

Julho 21, 2008

Com vocês, julio

Não me perguntem o porquê do nome, mas o fato é que julio é esse mapa em Flash que conversa com Javascript. Ainda está em desenvolvimento, mas já uso pra alguns projetos e resolvi liberar todo o código no Google Code pra quem quiser usar.
Também tem uma página de exemplos aqui que é um manual de instruções.
Para ter uma idéia de como o mapa funciona, dê uma clicada pelos estados para experimentar o zoom:

julio


Uma das aplicações do julio pode ser a exibição de gradações de cores no mapa de acordo com alguns valores. Peguei o preço médio do litro de gasolina em cada estado aqui e passei pra variáveis dentro do Javascript. E com isso basta um link para alterar tudo no julio: Clique aqui para ver no mapa. Passe o mouse sobre os estados para ver os valores. Quanto mais escuro, maior o preço da gasolina.
Não esqueça, dá pra brincar bastante com o mapa na página de exemplos.

Maio 1, 2008

Os comandos mais freqüentes no terminal do Linux

Meme mais nerd da história. Não resisti e fiz a lista no computador do trabalho…

history|awk '{a[$2]++} END{for(i in a){printf "%5d\t%s\n",a[i],i}}'|sort -rn|head
119 ls
109 cd
108 svn
23 python
19 mv
17 ./projecao.py
11 ./manage.py
10 ssh
10 rm
9 sudo

Abril 11, 2008

Jornalismo, bases de dados e três listinhas interessantes

Todo blog que se preze tem listas de 10 mais, seja de que tópico for. Então resolvi postar algumas relacionadas com jornalismo de base de dados ou que nome tenha o “data journalism” que falam por aí. Reproduzo livremente e com licenças tradutórias do artigo original de Rich Gordon para o Readership Institute, que achei bem interessante.

A primeira lista é baseada em conclusões do grupo jornalístico Gannett Co. que implementou o information center, um tipo de central de coleta de dados:

Porque os dados devem ser a força motriz do jornalismo

  • Dados não perdem a validade
    Depois de 24 horas o valor deles para o usuário não diminui.
  • Dados podem ser pessoais
    A proximidade com o leitor se torna muito maior e mais fácil de ser atingida.
  • Dados são melhor distribuídos em um meio sem limitações de espaço
    As melhores bases de dados são grandes demais para serem impressas na íntegra. A web além disso ainda tem a vantagem de possibilitar buscas, reordenação e todo tipo de filtragem.
  • Dados se aproveitam das maneiras que as pessoas usam a web
    É um meio que se presta mais ao comportamento ativo, de pesquisar e interagir, do que passivo, de ler e assistir.
  • Dados, depois de coletados, podem ser utilizados no meio impresso
    Depois de coletar, armazenar e permitir o acesso aos dados, é fácil utilizá-los em outros meios.

O jornal The Indianapolis Star, do grupo Gannet, é um dos que melhor aplica os itens acima, segundo o autor. E baseado na experiência deles surgiu a lista a seguir, que mostra…

As lições aprendidas pelo Star

  • Tenha um plano
    Antes de montar a Central de Dados, pessoas-chave da redação criaram uma lista de assuntos que poderiam render bons dados e que seriam úteis para os leitores. Essa lista guiou todo o desenvolvimento das aplicações.
  • Envolva especialistas em Reportagem Assistida por Computador (RAC)
    Repórteres e editores que já utilizam RAC têm o maior conhecimento de onde fuçar para encontrar dados importantes, que dados estão disponíveis e como lidar com buracos e inconsistências nas bases de dados.
  • Monte uma equipe
    São necessárias as habilidades jornalísticas e analíticas de um especialista em RAC , o entendimento de pesquisa de bibliotecários de notícias, habilidades de desenvolvimento e HTML de programadores e o bom gosto visual e habilidade multimídia do departamento de arte. Embora seja difícil, é possível encontrar quem consiga acumular duas ou mais destas funções.
  • Aumente a importância do “arquivo” de notícias
    Com a digitalização, jornais têm abandonado a clipagem manual e catalogação diária do jornal. Mas para que a central de dados funcione a contento, é importante que a área de armazenamento e pesquisa também esteja funcionando bem.
  • Encontre ferramentas que tornem a publicação fácil
    Existem soluções de código aberto excelentes para esse tipo de central de dados. Django, um framework escrito na linguagem de programação Python, é o destaque. Nasceu das necessidades de um jornal e amadureceu dentro de uma redação, sendo moldado para permitir a produção de aplicações no ritmo da pauleira do fechamento.
  • Publique apenas o que tiver valor de notícia
    As bases de dados com maior valor são aquelas apresentadas dentro de um contexto jornalístico claro. Tem que haver relação entre o que é notícia e os dados que são mostrados.

Para encerrar esse post que já está ficando comprido, uma última listinha, desta vez mostrando uma hierarquia dos tipos de projetos possíveis de se executar com uma central de dados na redação. A lista segue em ordem de complexidade:

  1. Entrega de dados
    É o modelo mais simples. Você coleta os dados e mostra a tabela para os leitores.
  2. Busca de dados
    É o modelo mais comum. Espera-se que o leitor encontre alguma coisa fazendo uma busca num campo de texto e alguns filtros, no caso de buscas avançadas.
  3. Exploração de dados
    Aqui começa a ficar mais divertido. É o modelo usado pelo chicagocrime.com chicagocrime.org. Além da busca, tudo é link e pode ser clicado e a cada tela novas opções de navegação são sugeridas, melhorando a experiência do usuário. A apresentação do conteúdo e arquitetura da informação obedecem a critérios jornalísticos.
  4. Experiências com dados e com narrativas
    É o casamento entre os dados e a notícia, integrando também elementos de redes sociais como comentários e elementos de narrativas multimídia como áudio e vídeo. O importante aqui é que deve existir uma integração de verdade. Não basta jogar um vídeo, uma tabela e umas notícias numa página para dizer que funcionou.
    Dois dos exemplos mais avançados deste modelo saíram do NY Times e do Star Tribune. Vale a pena dar uma olhada.

Novembro 27, 2007