“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”
Lavoisier
Um post recente do @jasper tocou neste assunto, que considero essencial pra evolução da web, e por isso deveria ser tratado com mais esmero do que tem sido por quem mexe com redes sociais: a reciclagem de informação.
No modelo atual de blogs, a informação está em um lugar fixo, o Blog, e os usuários pulam de site em site deixando comentários. No modelo da reciclagem de informação, o fragmento de conteúdo, ou Meme, é o que se espalha de pessoa a pessoa, no “boca-a-boca”. Ele pode receber adendos ou comentários ao ser reproduzido e até ficar como a brincadeira de telefone sem fio, onde a última versão pode até não ter nada a ver com o original.
Isso tudo expõe o contraste entre o modelo antigo de “publicação+comentários” e o modelo emergente de rede social que incentiva a distribuição de Memes.
Correntes por email foram as primeiras manifestações desse tipo de transmissão viral de informação na era digital, onde a reprodução e multiplicação não têm mais custo.
Com o tempo, apesar das limitações das ferramentas, os usuários continuaram reproduzindo os outros, em qualquer plataforma que lhes fosse colocada à disposição. No exemplo mais recente, o Twitter, surgiu o Retweet. Milhões de blogs vivem de copiar e colar o que outros blogs copiaram de outros blogs, muitas vezes sem crédito. Tumblelogs têm botões de Reblog ou Repost. O Delicious tem a sua rede de conhecidos. O We Heart It é uma rede de distribuição de fotos baseada exclusivamente em “selos de aprovação”. O Google Reader tem o botão de ‘Share’ e ‘Share with comments’. E por aí vai.
A reciclagem de informação na internet não é novidade. Mas o apoio explícito de ferramentas a essa prática, dando condições pros usuários citarem e reproduzirem a produção dos outros com facilidade, é uma tendência que vai crescer bastante, sem dúvida.
É evidente que conteúdo Retuitado, Repostado ou Reblogado ganha em relevância. Recebe um selo de aprovação de quem o reproduz. É mais relevante ainda para mim se quem deu aval ao conteúdo está perto no meu grafo social.
Enfim, é uma área em que eu prestaria bastante atenção em 2009. Vão surgir mais e mais ecossistemas feitos especialmente para o nascimento, reprodução e evolução de Memes. Evolução no sentido Darwiniano mesmo, onde o mais apto sobrevive e as mutações oferecem novas chances de propagação. E estes ecossistemas vão receber organismos selvagens, vindos de toda a internet e também migrar suas crias para outros ambientes, se espalhando por aí.
Muito bom Pedro,
acho que vou fazer um post sobre o que acho que serão os trends de 2009, a la Battelle
@acarlos1000 pelamordedeus, melhor q o batelle, né?
@pedrovalente isso é memética: http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme
@nandop Tem link no post tbem pra essa página. Mas sei q viajei/extrapolei um pouco em cima do conceito sim
@pedrovalente po, desculpe não ter visto o link. é o telefone-sem-fio.
Muito legal Pedro, parabéns!
[...] Valente, meu estudioso preferido das novas mídias, publicou nota no blog dele, em janeiro, comentando sobre um aspecto da comunicação pela internet, em que a informação vai [...]